A PF-MS (Polícia Federal em MS) e a Receita Federal deflagraram, na manhã desta quinta-feira (14), a operação Contra-Ataque 3, contra quadrilha de tráfico de drogas e armas, na região do Triângulo Mineiro, em Minas Gerais, mas que seria comandada ou teria sede em Campo Grande. A ação, que visa também a lavagem de dinheiro, tem quatro mandados de prisão e 13 de busca e apreensão em residências e empresas. Um dos alvos mora no Residencial Damha, luxuoso condomínio da Capital.
Conforme a PF, a operação tem como alvo um grupo de Campo Grande que comercializava armas e drogas para uma organização de Minas Gerais. A Justiça autorizou o sequestro de contas bancárias e bens imóveis vinculados a pessoas físicas e jurídicas relacionadas ao esquema criminoso, que teria sido visto em investigações após flagrante da polícia mineira a organização criminosa no Triângulo Mineiro. Já há algumas armas e munição apreendidas.

“A ação é decorrente da análise de materiais apreendidos pela Ficco~MG (Força Integrada de Combate ao Crime Organizado), de uma organização criminosa com comercialização de armas e drogas na região do Triângulo Mineiro. Após se identificou que os fornecedores estariam sediados em Campo Grande/MS. Assim, houve decisão da 1ª Vara Criminal de Uberaba/MG, autorizando o compartilhamento de provas, encaminhadas à Superintendência da PF-MS para prosseguir mais apurações”, apontou a PF-MS.
As apurações na Capital, apontam que os envolvidos utilizavam mercadorias agrícolas para ocultar as drogas e empresas, que apresentaram vínculos com os investigados, para o recebimento dos valores das negociações. Mas, as empresas não possuíam ‘tamanho’ para a realização de grandes movimentações financeiras e utilizavam comercialização de veículos e oficinas mecânicas para lavagem de dinheiro.
Complexo esquema
Segundo a PF, com o aprofundamento das investigações, foi possível constatar um complexo esquema elaborado para realização criminosa do grupo da traficância.
“A quadrilha utilização de mercadorias agrícolas para ocultar as drogas e empresas, que apresentaram vínculos com os investigados, para o recebimento dos valores atinentes às negociações. Referidas empresas não possuíam lastro fiscal para a realização de substanciais movimentações financeiras, adotando atividades econômicas como comercialização de veículos e oficinas mecânicas para blindar a origem dos recursos”, detalhou a PF.
O comando da Contra-Ataque 3, ratificou que no decorrer da deflagração da operação foram cumpridos em Campo Grande quatro mandados de prisão preventiva, mas ainda não se há confirmação de presos oficiais.
Bem como 13 mandados de busca e apreensão estão sendo realizados em residências e estabelecimento empresariais (incluindo um haras), além do sequestro de contas bancárias e bens imóveis vinculados a pessoas físicas e jurídicas relacionadas com o esquema criminoso.





















