Câmara em declínio

Presidente Papy tenta servir a dois senhores e amplia desgaste na Câmara de Campo Grande

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O recuo da votação sobre a Taxa de Coleta, Remoção e Destinação de Resíduos Sólidos Domiciliares escancarou, mais uma vez, a fragilidade da condução política do presidente da Câmara Municipal de Campo Grande, vereador Papy. A decisão de adiar para a próxima semana a análise do veto do Executivo ao Projeto de Lei Complementar nº 1.016/26 gerou revolta na população e aprofundou o desgaste interno entre os próprios parlamentares.

Durante a 1ª Sessão Ordinária de 2026, realizada nesta segunda-feira (3), os vereadores estavam prestes a decidir se mantinham ou derrubavam o veto do Executivo ao projeto que, na prática, impediria o aumento da taxa de lixo neste ano. No entanto, de forma repentina e sem justificativa convincente, a votação foi retirada de pauta, empurrando a definição para a semana seguinte.

A manobra foi interpretada como mais um capítulo da tentativa do presidente da Casa de “agradar gregos e troianos”. Na tribuna, diante de representantes do Executivo municipal, o discurso foi de alinhamento institucional e cautela. Já nos corredores do Legislativo, o tom foi outro  marcado por críticas, reclamações e um discurso completamente diferente, segundo relatos de vereadores.

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Essa postura dúbia não apenas gerou desconforto entre os pares, como também reforçou a percepção de que a Câmara Municipal vive um momento de total perda de protagonismo político. Parlamentares reclamam da falta de liderança, da ausência de posicionamento claro e da submissão crescente ao Executivo.

O resultado é um desgaste contínuo da instituição. A Câmara de Campo Grande, que deveria atuar como contrapeso e defensora dos interesses da população, parece cada vez mais distante da realidade dos cidadãos. Enquanto decisões importantes são adiadas, a população se vê abandonada, sem respostas e sem representantes dispostos a assumir responsabilidades.

A taxa do lixo, que impacta diretamente o bolso dos campo-grandenses, tornou-se símbolo desse impasse político. O adiamento da votação não foi apenas um gesto de cautela, mas um sinal claro de insegurança e falta de comando. Para muitos, o presidente Papy tenta servir a dois senhores — o Executivo e a opinião pública  e acaba não atendendo a nenhum.

Se a Câmara continuar nesse ritmo de indecisão e discursos contraditórios, o declínio de sua credibilidade será inevitável. A população cobra ação, transparência e coragem política atributos que, ao menos neste episódio, ficaram em segundo plano.

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