MS dos privilégios

Preso com Claudinho Serra, empreiteiro ganha contrato de R$ 15 milhões na Agesul

publicidade

Gaeco encontrou caderno de anotações com nome de Sérgio de Paula na sede da empresa alvo de investigações por corrupção

Mesmo preso, o empreiteiro Cleiton Nonato Correia, da GC Obras de Pavimentação Asfáltica (CNPJ 16.907.526/0001-90), ganhou contrato de R$ 15.896.438,88 com a Agesul (Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos) para executar obras de asfalto e drenagem em Rio Verde de Mato Grosso (MS).

O empreiteiro foi preso no dia 5 de junho pelo Gaeco, com Claudinho Serra (PSDB) e Carmo Name Júnior, durante a 4ª fase da Operação Tromper, que apura desvios milionários em contratos no município de Sidrolândia, a 70 km de Campo Grande.

Assim, a Agesul oficializou resultado da licitação, no último dia 15 de julho.

Inclusive, durante cumprimento de mandados na sede da empresa, em 2023, investigadores apreenderam caderno de anotações com o nome do ex-secretário-executivo de MS no Distrito Federal, Sérgio de Paula, que também já foi presidente do PSDB em MS.

Caderno apreendido pelo Gaeco na GC Obras

Tratado como pupilo no PSDB, à época, Claudinho Serra, apontado pelo Gaeco como líder do esquema criminoso, também foi chefe de gabinete de Sérgio de Paula na Casa Civil do Governo de MS.

No entanto, Sérgio de Paula não consta como investigado na Tromper.

O nome ‘Claudinho’ também está na página de um dos cadernos, mas não fica claro se trata-se do vereador. Na frente do nome, aparece o valor ‘500.000,00′.

Leia Também:  Bolsonaro é preso e levado para Superintendência da PF em Brasília
Sérgio de Paula, ex-presidente do PSDB-MS, com Claudinho Serra: ex-chefe de gabinete na Casa Civil. (Reprodução Assessoria de Imprensa/ claudinhoserra.com.br)

Já o nome de Sérgio aparece em uma página que trata de documentos para obras em Aquidauana e Sidrolândia, além de valores. O Midiamax fez contato com o secretário para saber que tipo de vínculos ele teria com os investigados e porque acha que seu nome está no material apreendido.

Em resposta, na época, a defesa de Sérgio de Paula encaminhou uma nota em que nega os fatos mencionados, mas se coloca à disposição das autoridades para esclarecimentos.

O nome de Sérgio de Paula é um dos mais cotados para a próxima vaga de indicação política para conselheiro do TCE-MS (Tribunal de Contas do Estado), sempre que o tema é levantado.

A próxima vaga, inclusive, será liberada ainda este ano, já que o conselheiro Jerson Domingos se aposenta em novembro, quando completa 75 anos.

Operação Tromper

Com as primeiras fases, a investigação identificou a organização criminosa voltada para fraudes em licitações e contratos administrativos com a Prefeitura de Sidrolândia.

O MPMS aponta na denúncia que o grupo criminoso agia para fraudar e direcionar licitações em Sidrolândia, favorecendo-se.

Com isso, desviava valores desses contratos para os investigados. Claudinho, então secretário de Fazenda do município, seria mentor e teria cooptado outros servidores. Assim, o ex-vereador e outros dois alvos de mandados de prisão foram presos.

A 4ª fase da operação mirou mais de 20 pessoas ligadas à administração pública. A ação da 3ª Promotoria de Justiça de Sidrolândia, do Gecoc (Grupo Especial de Combate à Corrupção) e do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) cumpriu três mandados de prisão e 29 de busca e apreensão.

Leia Também:  CNJ prorroga por 140 dias processo contra juiz suspeito de golpe e venda de sentenças

Aliás, a nova investida das autoridades contra o esquema de corrupção chefiado por Serra atingiu diretamente o núcleo familiar do político. O pai, Cláudio Jordão de Almeida Serra, e a esposa de Claudinho, Mariana Camilo de Almeida Serra — filha da ex-prefeita de Sidrolândia Vanda Camilo —, foram indiciados.

Veja abaixo todos os réus na 4ª fase da Tromper:

  • Claudio Jordão de Almeida Serra Filho (preso) – apontado como o chefe do esquema;
  • Claudio Jordão de Almeida Serra – pai de Claudinho;
  • Mariana Camilo de Almeida Serra – esposa de Claudinho;
  • Carmo Name Júnior (preso) – assessor de Claudinho;
  • Jhorrara Souza dos Santos Name – esposa de Carmo Name;
  • Cleiton Nonato Correia (preso) – empreiteiro, dono da GC Obras;
  • Thiago Rodrigues Alves – intermediário de propinas entre as empreiteiras GC/AR e grupo de Claudinho;
  • Jéssica Barbosa Lemes – esposa de Thiago;
  • Valdemir Santos Monção (Nanau) – ex-assessor parlamentar;
  • Sandra Rui Jacques – empresária e esposa de Nanau;
  • Edmilson Rosa – empresário;
  • Ueverton da Sila Macedo (Frescura) – empresário;
  • Juliana Paula da Silva – esposa de Ueverton;
  • Rafael de Paula da Silva – cunhado de Ueverton.

JORNAL MIDIAMAX

COMENTE ABAIXO:

Compartilhe essa Notícia

publicidade

publicidade

publicidade

Previous slide
Next slide

publicidade

Previous slide
Next slide