Empresário preso pela Polícia Federal com R$ 500 mil obteve, quatro meses depois, contrato de R$ 15,8 milhões com o Ministério da Saúde
Preso pela Polícia Federal (PF) em setembro com dinheiro na cueca, Renildo Evangelista Lima celebrou, quatro meses depois, um contrato de R$ 15,8 milhões com o Ministério da Saúde. O acordo firmado em janeiro deste ano tem duração de 12 meses e prevê a prestação de transporte aéreo ao Sistema Único de Saúde (SUS) na Terra Yanomami, no Norte. O empresário, detido após uma denúncia de compra de votos, é dono da Voare Táxi Aéreo e marido da deputada federal Helena Lima, conhecida como “Helena da Asatur”. Eleita pelo estado de Roraima, ela é filiada ao MDB, partido que integra a base de Lula na Câmara.
Com contratos em vigor que somam R$ 164 milhões com a Voare, o Ministério da Saúde é o maior cliente da empresa no âmbito do governo federal. Em seguida, vem a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), subordinada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, que fechou um negócio de R$ 46 milhões em junho de 2024, pouco antes da prisão de Renildo Evangelista Lima. O Ministério da Defesa, por sua vez, possui valor contratado na casa de R$ 1 milhão.
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