“dobradinha raiz”

Pressionado no PL, Reinaldo Azambuja recalcula rota rumo ao Senado

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O ex-governador de Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja (PL), enfrenta um cenário cada vez mais desafiador na disputa por uma vaga ao Senado. Diante da sinalização do ex-presidente Jair Bolsonaro em favor do deputado federal Marcos Pollon, cresce no partido a articulação por uma possível “dobradinha raiz” entre Pollon e o ex-deputado Capitão Contar.

A movimentação, que ganhou força após bilhete atribuído a Bolsonaro e divulgado por Michelle Bolsonaro, alterou o equilíbrio interno do PL em Mato Grosso do Sul. Inicialmente, a composição previa Azambuja e Contar como candidatos ao Senado, após ambos migrarem de seus antigos partidos para a legenda liberal. No entanto, o gesto político do ex-presidente abriu espaço para uma reconfiguração da chapa.

Novo cenário exige reposicionamento

Com o risco de perder protagonismo dentro do próprio partido, Azambuja deverá apostar em novas estratégias políticas para manter viável sua candidatura. Entre os caminhos possíveis estão:

  • Fortalecimento de alianças regionais, especialmente com prefeitos e lideranças do interior;

  • Ampliação do diálogo com setores empresariais e produtivos, buscando consolidar apoio fora da ala ideológica mais alinhada ao bolsonarismo;

  • Aposta em pesquisas internas, tentando demonstrar viabilidade eleitoral como critério decisivo nas convenções;

  • Discurso de experiência administrativa, contrapondo sua trajetória no Executivo estadual ao perfil mais ideológico dos concorrentes internos.

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Pressão jurídica e política

Azambuja também enfrenta desgaste em razão de denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), que o acusa de corrupção, organização criminosa e lavagem de dinheiro. O ex-governador nega as acusações.

Nos bastidores, aliados avaliam que a pauta anticorrupção  bandeira histórica do bolsonarismo  pode pesar nas decisões da militância durante a convenção partidária, prevista para agosto. Uma eventual resistência interna poderia resultar em veto ao nome do ex-governador.

Disputa interna no PL

Enquanto Azambuja mantém postura pública discreta sobre o bilhete de Bolsonaro, Capitão Contar adotou tom conciliador, defendendo que a definição leve em conta “viabilidade e estratégia eleitoral”. Já Pollon comemorou a sinalização do ex-presidente e reforçou alinhamento ao projeto bolsonarista.

O movimento antecipado de Bolsonaro também dificulta eventuais mudanças partidárias, já que consolida Pollon dentro do PL e fortalece a tese de uma chapa exclusivamente ligada à ala mais ideológica do partido.

Convenção decisiva

O desafio de Azambuja será comandar uma convenção partidária potencialmente dividida. Caso perceba risco real de derrota interna, ele poderá intensificar articulações nacionais ou buscar redesenhar sua base de apoio estadual.

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Com o prazo de mudanças partidárias se aproximando, o ex-governador terá pouco tempo para redefinir estratégias e evitar que a disputa interna se transforme em isolamento político. A corrida ao Senado em Mato Grosso do Sul, que já prometia ser acirrada, agora ganha contornos de disputa dentro do próprio PL.

Com informações do site O Jacaré

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