O Pauta Diária divulgou na última quarta-feira (6), que o PT devia deixar o governo do Estado, de Eduardo Riedel (PSDB), neste mês ante apoio crítico do governador contra prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), decretada na segunda-feira (4). Já na sexta-feira (8), a cúpula petista, após se reunirem naquele dia, em tese, oficializou a saída do “governo que não é mais compatível” com o pensamento, missão e lutas do partido.
Todos do PT, reagiram imediatamente à postagem de Riedel ante a sigla, apesar de parte pequena em cargos, ter como um todo, ajudado a eleger Riedel, no segundo turno, para não deixar o Estado ser governado pelo então concorrente, deputado Capitão Contar (PRTB), um aliado direto e raiz do Bolsonarismo. E agora, Riedel cada vez mais se aproxima e declara muitas loas a Bolsonaro.
O PT, embora tenha comunicado oficialmente o desligamento da base de apoio do governador Eduardo Riedel, visa um desembarque efetivo, com um “exigido’ encontro pessoal de todos, com o chefe do Executivo Estadual, que segue em viagem à Ásia e só deve retornar ao MS em 18 de agosto
Sair sem ‘destruir’ ações em andamento
Os petistas com sentimentos aflorados na semana passada, já decidiram pela saída oficial e que posteriormente, deve até virar oposição ao governo Riedel. Mas, nesta semana, se considerou, que os cargos podem ter saída gradativa, par não ‘destruir’ ações em andamentos.
A questão foi levantada pelo deputado estadual Pedro Kemp. Ele apontou nesta quarta-feira (13), que ainda não foi definido se todos os indicados pelo partido que ocupam cargos comissionados sairão no momento em que o partido pedir ou se alguns, em posições técnicas, seguirão até concluir projetos que estejam envolvidos.
“Por exemplo, há um fórum que está sendo organizado pela Subsecretaria de Políticas Públicas LGBTQIA+ para o final de agosto ou mesmo projetos ligados à agricultura familiar, que foram construídos pela gestão dos companheiros, foram ou estão sendo lançados, mas não estão concluídos”, apontou Kemp.
O PT indicou cerca de 25 pessoas para integrar o Governo Riedel, para as pastas de Cidadania e Semadesc, na Agraer (Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural).
O deputado ainda analisou a possibilidade de que indicados decidam permanecer nos cargos, contrariando a decisão do diretório estadual, o que levará ao afastamento destes filiados.
A deputada Gleice Jane também mencionou a necessidade de garantir a saída sem prejudicar políticas públicas que os indicados estejam envolvidos. Segundo disse, a maioria das pessoas é concursada e assumiu um cargo comissionado.
Dois últimos graves episódios
O partido decidiu romper com o Governo, após aliança iniciada ainda no segundo turno das eleições de 2022, depois que o governador fez postagem na segunda-feira passada se solidarizando com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e condenando a decretação de prisão domiciliar.
Antes disso, o PT e Riedel já tinham tido rusgas também por manifestação do governador, em relação à anistia pelos atos do 8 de janeiro de 2023. Os petistas lembram que Riedel viu pessoalmente e na ocasião ficou chocado com a destruição e estado que ficaram as sedes dos três Poderes em Brasília.
Contudo, o distanciamento já era esperado, diante do cenário eleitoral para 2026, com cada grupo devendo ter candidaturas próprias a presidente e governador, mas vinha sendo protelado uma vez que Riedel estava focado em definir seu futuro partidário, diante do enfraquecimento ou extinção do PSDB.
Rumo eleitoral
O deputado Zeca do PT, com a experiência também de ex-governador por duas vez em MS, considerou que as movimentações de Riedel e do ex-governador Reinaldo Azambuja- onde um deve ficar na federação União/PP e outro no PL- prejudicaram a continuidade da parceria.
Zeca considera que a escolha de ambos, pensando em seus projetos eleitorais, vai gerar um cenário disputado ao Governo do Estado, com a esquerda buscando um nome próprio e a extrema direita também tendo seu candidato.
Zeca até é categorico que a situação deverá levar a um segundo turno para definição do governo, afastando a possibilidade de reeleição imediata de Riedel.






















