‘Última Ratio’

STF prorroga afastamento de desembargadores e conselheiro do TCE-MS alvos da Última Ratio

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Quatro desembargadores foram afastados

O STF (Supremo Tribunal Federal) prorrogou o afastamento dos desembargadores e conselheiro do TCE-MS (Tribunal de Contas do Estado e Mato Grosso do Sul). Os desembargadores deveriam voltar ao cargo nesta terça-feira (22).

A decisão de prorrogação de afastamento foi assinada pelo ministro relator Cristiano Zanin, ainda nesta terça (22), quando os desembargadores deveriam ter retornado. Na decisão, o ministro discorre que, “A autoridade policial alega ter demonstrado a prática de crimes de vendas de decisões, além de haver elementos para a propositura de ação penal.”.

“Impõe-se imediatamente a prorrogação das medidas cautelares de afastamento da função pública, proibição de acesso às dependências e sistemas e proibição de contato com serventuários do TJMS.”.

O afastamento provocou efeito cascata que mudou até mesmo a administração da Corte Estadual, já que Sideni havia sido eleito para comandar o TJMS para o próximo biênio.

Assim, eleição em dezembro do ano passado sacramentou o desembargador Dorival Renato Pavan para exercer a presidência. Ele era o vice-presidente e havia assumido o Tribunal interinamente após o afastamento de Sérgio, presidente na ocasião.

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Além de Pavan, a eleição definiu como vice-presidente o desembargador Fernando Mauro Moreira Marinho e corregedor-geral, o desembargador Ruy Celso Barbosa Florence – que já havia sido eleito para o cargo em 16 de outubro.

Os desembargadores afastados também devem voltar a ocupar seus lugares nas Câmaras do TJMS. Eles haviam sido substituídos por outros magistrados nesse período.

‘Última Ratio’

A Operação ‘Ultima Ratio’ foi deflagrada pela PF (Polícia Federal) no dia 24 de outubro – 8 dias após as eleições da nova mesa diretora do TJMS.

Em 24 de outubro, o judiciário de MS foi surpreendido com a deflagração da Operação ‘Ultima Ratio’, pela PF (Polícia Federal). Neste dia, cumpriram 44 mandados de busca e apreensão após ordens do ministro do STJ (Superior Tribunal de Justiça), Francisco Falcão. A investigação apura suposta venda de sentenças.

No mesmo dia, o STJ afastou cinco desembargadores e um conselheiro do TCE (Tribunal de Contas do Estado).

A ação teve o apoio da Receita Federal e é um desdobramento da operação ‘Mineração de Ouro’, deflagrada em 2021, na qual foram apreendidos materiais com indícios da prática dos referidos crimes.

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Quase um mês depois, em 26 de novembro, o lobista Andreson de Oliveira Gonçalves foi preso durante desdobramento da Ultima Ratio. A operação da PF foi baseada em decisão do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Cristiano Zanin.

Apesar de autorizada pelo STJ, as investigações foram parar nas mãos do STF. A Corte responsável pela operação mudou após o STF ‘puxar’ o inquérito, já que havia suspeita de participação de ministros do STJ.

JORNAL MIDIAMAX

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