Dinheiro Público

Clínica suspeita de fraude tinha contratos de R$ 11 milhões em Nioaque

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Mandados foram cumpridos hoje na Secretaria de Saúde; investigações apontam fraudes

 

Investigada por fraude e alvo da Operação Auditus, deflagrada nesta terça-feira (1º) pelo MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), a empresa Prontomed Clínica Médica LTDA possui contratos que atualmente somam R$ 11 milhões com a Prefeitura de Nioaque, a 184 quilômetros de Campo Grande, segundo dados de transparência publicados no Diário Oficial da Assomassul (Associação dos Municípios de Mato Grosso do Sul).

Hoje, mandados de busca e apreensão foram cumpridos pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado), junto ao Gecoc (Grupo Especial de Combate à Corrupção), em Jardim, Bonito e na Secretaria de Saúde de Nioaque, conforme apuração do Campo Grande News. A operação investiga fraudes em licitações para contratação de serviços médicos.

Em maio de 2019, a Prontomed foi contratada por R$ 2,1 milhões para consultas, exames, procedimentos e cirurgias, com prazo de seis meses. Em novembro de 2022, houve aditivo que prorrogou o contrato até maio de 2023, dobrando o valor para R$ 4,2 milhões.

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Em março de 2023, a prefeitura homologou novo pregão no valor de R$ 4,6 milhões, com vigência de 12 meses. No ano seguinte, em março de 2024, outro pregão foi adjudicado, também por R$ 4,6 milhões e validade de um ano.

Segundo o MPMS, as fraudes que resultaram na investigação incluem cobranças indevidas de exames que não eram realizados, como o teste da orelhinha. O prejuízo estimado passa de R$ 3 milhões entre 2019 e 2024.

O outro lado – A reportagem tentou contato com as partes citadas na matéria por e-mail e telefone, assim como o ex-prefeito de Nioaque, Valdir Couto de Souza Júnior (PSDB), mas não houve resposta no prazo estipulado de uma hora definido para a publicação do texto. O espaço permanece aberto para declarações futuras.

A atual administração, de André Guimarães (PP), disse que só vai se pronunciar por meio dos advogados, assim que o acesso aos autos forem liberados.

Campo Grande News

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