O “estado é laico”, mas vemos a ‘religiosidade’ ou certas facções religiosas, de igrejas evangélicas principalmente, a tomarem conta da política nacional parlamentar ou mesmo direta ou indiretamente de administrações públicas pelo Brasil. Em Campo Grande, a situação é bem direta, com a prefeita Adriane Lopes, com uma fervorosa neopentecostal, que teve como aliada em sua eleição e posteriormente, empregou, ao que se sabe, quase duas dezenas de pastores de sua igreja para atuarem em cargos bem remunerados da prefeitura.
A interferência “religiosa” vem ganhando espaço nos Parlamentos, chegando já a até ter Legislações aprovadas, de cunho religioso ou com aval da ‘moral e bons costumes e regras’ que se aplicam ou deveriam ser seguidas em cada religiosidade. Como na Capital, a Câmara aprovo e foi sancionada pela Prefeita, a lei 7.405/2025, ante música ‘feia’, com palavras de cunho sexual ou de baixo calão, a ser proibido em eventos públicos.
Mas, mesmo assim, evento da Prefeitura, na sexta-feira (8), não teve bom senso que nem precisaria de Lei e com a prefeita presente, que não verificou programação e foi executada a música e performance “Toma, toma sua cachorrona”. Assim, nem o bom senso a quem promove eventos com dinheiro público, que deveria ser primordial em qualquer área, não foi aplicado, e nem a Lei.
Isto aconteceu na entrega de obras em Campo Grande na manhã da última sexta-feira (8), que começou de forma nada tradicional. Grupo de dança foi convidado para dar aula de zumba e como se estivesse na academia particular escolheu uma música de sucesso, mas pouco ortodoxa em letra, que faz parte da faixa “Perversa”, do funkeiro carioca Pedro Sampaio.
“Toma, toma sua cachorrona”
Os convidados ou autoridades ortodoxas, não esperavam era o repertório escolhido, com o “Toma, toma sua cachorrona”, em plena rua e início da manhã.
As autoridades, entre eles a prefeita Adriane Lopes (PP) e secretários municipais, foram recebidas com versos de “toma, toma sua cachorrona”.
A plateia acompanhou, por cerca de três minutos, as dançarinas alternando entre agachamentos sensuais e movimentos de levantar. Depois do “funkão”, veio a oração, que abriu oficialmente a agenda.
O que seria ‘Proibidão’ foi até cômico, mas que deve fazer a prefeita, ser rígida com sua assessoria na escolha do próximo repertório ou ela mesma indicar as músicas, quiçá evangélicas, para seus eventos na Prefeitura. Ela estará amparada por sua sanção da lei n.º 7.405/2025, apelidada de “lei anti-Oruam”.























