O Mato Grosso do Sul terá mais um cidadão no banco dos réus do STF (Supremo Tribunal Federal) ante os desafios ou confrontos com a Justiça, via Supremo, de cidadãos intitulados Bolsonaristas (aliados, admiradores ou de ideologia ligada ao ex-presidente Jair Bolsonaro). Mais uma vez entre ‘manifestações’ públicas e ditos discursos políticos, em propalada ‘liberdade de expressão’, mas em geral, carregados de ofensas e atos criminais, levará Sul-mato-grossense a responder judicialmente por graves atos, já estando preso após fugas.
O bolsonarista Glaudiston da Silva Cabral, de Dourados, virou réu, no último sábado (23), por associação criminosa e incitação ao crime, mesmo após demorada ação que até deveria ter passado pelo MPE-MS (Ministério Público Estadual), no município, mas teve que ir e fazer à 1ª Turma do STF, a aceitar denúncia contra ele, que xingou os ministros Alexandre de Moraes e Luís Roberto Barroso, de “pedófilos”, “sacrificadores de crianças” e “satanistas”.
Cabral teve a prisão preventiva decretada pelo STF e teria sido capturado em Sanga Puitã, distrito de Ponta Porã. Ele foi denunciado após atuar como integrante da ANSP (Associação Nacional em Defesa da Soberania Popular). Ele vai continuar preso, conforme despacho publicado no mês passado por Moraes. E como réu, vai a julgamento pelos dois crimes.
Cabral entra na lista do STF de julgados ante apontados crimes contra magistrados da Corte e ou ligados a acusações contra Bolsonaristas envolvidos em atos de ataque as Instituições, que vem ocorrendo desde fins de 2022 e o principal ou mais relevante, ocorridos pelos ataques a Democracia e depredação ocorrido em 08 de janeiro de 2023. Mato Groso do Sul já tem 10 conterrâneos condenados pelo STF ante a apontada trama golpista entre cerca de 1,5 mil do total pelo Brasil.
Crime – Denúncia – Repercussão nacional
A denúncia contra Cabral, foi aceita por unanimidade pela turma: Alexandre de Moraes (relator), Cristiano Zanin, Flávio Dino, Cármen Lúcias e Luiz Fux. Esse último chegou a pedir o envio da ação penal para a justiça comum, mas acompanhou o relator para tornar o bolsonarista réu.
Nos últimos quatro anos, entre 2020 e 2024, Cabral passou a atacar os ministros do STF e a Polícia Federal. Ele chegou a chamar os federais de “jagunços do STF”. Ele manteve a artilharia, chamando o ministro Alexandre de Moraes de “Xandão do capeta”, “sacrificador de crianças”, entre outros.
Gladiston da Silva Cabral, chegou a ser denunciado na Justiça Estadual em Dourados, mas o magistrado optou por encaminhar a denúncia ao STF após destacar que o MPE “vem bancando o ‘Pôncio Pilatos’, lavando as mãos, negligenciando reiteradamente com os seus deveres de ofício nos autos a garantia concreta da lei”.
O bolsonarista chegou a prestar depoimento na delegacia da PF em Dourados e o divulgou nas redes sociais. O blogueiro Allan dos Santos chegou a divulgar o caso propagado pelos bolsonaristas como “a oitiva que calou o delegado da Gestapo Federal”.
Moraes novamente vítima x julgador
A Defensoria Pública da União pediu a suspeição de Moraes, que é um dos alvos de Cabral, mas o pedido foi negado pela turma.
“No caso dos autos, não se observa a incidência de quaisquer das hipóteses de suspeição ou impedimento em relação ao Min. Alexandre de Moraes, haja vista que os fatos apontados como ilícitos circunscrevem-se ao crime de incitação ao crime, cujos objetos material e jurídico são a paz pública, de modo a apresentar como vítima toda a coletividade”, explicou.
























