‘Blindagem’ lança 76 mandados de prisão e apreensão em cidades de MS e mais dois Estados contra tráficos sob comando de presídios

Material já apreendido pela 'Blindagem' (Foto: divulgação MPMS)

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O Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco/MPMS) deflagrou na manhã desta sexta-feira (7), a Operação Blindagem para cumprir 35 mandados de prisão preventiva e 41 de buscas e apreensões em diversos municípios do Estado e mais dois Estados. A ação inclui Bonito, que noticiamos a pouco, sobre movimentação do Grupo não esclarecida, como “Gaeco volta ao município de Bonito onde a um mês teve secretário preso por fraude em licitação”.

Contudo, a ‘Blindagem’ não se refere a investigações no Poder Público que ocorrem a um mês no município turístico de MS. Esta operação tem por objetivo desmantelar quadrilha armada dedicada ao tráfico interestadual de drogas, corrupção ativa e passiva, usura, comércio ilegal de armas de fogo e lavagem de capitais. O comércio criminoso funcionaria por cargas de caminhões ou até via Correios.

Conforme o Gaeco, a investigação aponta que estrutura e organização criminosa era comandada de dentro de presídios e contava com rede de colaboradores em Campo Grande, Aquidauana, Anastácio, Corumbá, Jardim, Sidrolândia, Ponta Porã e Bonito, além de ter integrantes nos Estados de São Paulo e Santa Catarina. Todos entes citados, é para onde foram expedidos mandados de prisões e apreensões

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O Gaeco revelou que a Operação hoje, resultou após trabalho investigativo de mais de dois anos, 25 meses, revelando que a organização criminosa atuava em diversas frentes, enviando drogas para cidades do MS e para os Estados de SP, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Bahia, Acre, Maranhão e Goiás, utilizando diferentes métodos.

Modus Operante

Segundo a denúncia, os envolvidos “utilizavam caminhões com fundo falso para garantir a ocultação dos entorpecentes, ao passo que, no compartimento de carga, transportavam produtos lícitos do gênero alimentício, acompanhados de nota fiscal, visando a dificultar que órgãos de repressão descobrissem tal estratégia em eventual fiscalização nas estradas”.

“O grupo também realizava remessas por Sedex, utilizando os Correios, e também transportava drogas em veículos de passeio e utilitários, inclusive por meio de passageiros transportados em vans”, aponta apurações do Gaeco.

Durante a investigação, o Gaeco identificou práticas de extorsão mediante uso de arma de fogo, violência e restrição da liberdade de vítimas, justamente para a obtenção do pagamento de dívidas oriundas do tráfico de drogas e da usura, outra prática levada a efeito pela organização em tela.

“Uma vez que o trabalho investigativo teve origem a partir da apreensão do telefone celular do líder da organização criminosa, que utilizava o aparelho no interior de uma cela de presídio no interior do estado, foi possível chegar à outra faceta do grupo criminoso, que é a corrupção de servidores públicos, que garantiam a ele o acesso a aparelhos celulares, informações sigilosas de sistemas restritos ao estado e, o mais importante, à permanência em presídios menores, em MS, de onde coordenava livremente as práticas ilícitas”, diz Gaeco.

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Cidades com mandados 

De acordo com Gaeco, foram cumpridos mandados de busca e apreensão nas cidades de Campo Grande, Aquidauana, Sidrolândia, Jardim, Bonito, Ponta Porã e Corumbá, além de Porto Belo (SC), Balneário Piçarras (SC), Itanhaém (SP) e Birigui (SP).

Nome Operação 

Blindagem – faz alusão ao fato de que integrantes da organização criminosa, em razão da prática de corrupção de servidores, recebiam proteção durante o cumprimento de suas penas, garantindo, com isso, a permanência em unidades prisionais de menor rigidez no aspecto de segurança e também a transferência de internos que consideravam inimigos.

Além disso, recebiam informações privilegiadas sobre movimentação de presos e dados de acesso restrito em bancos de dados públicos”.

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