Palácio do Planalto

Celebração dos 3 anos do 8 de janeiro marcam defesa da democracia e protestos geopolíticos

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

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Enquanto autoridades celebram a resistência institucional, atos populares misturam memória do golpe, disputas políticas internas e protestos contra a política externa dos Estados Unidos

 

Nesta quinta-feira, 8 de janeiro de 2026, o Brasil relembra os três anos dos ataques às sedes dos Três Poderes com uma cerimônia oficial no Palácio do Planalto e um forte esquema de segurança que transformou a capital federal. Enquanto autoridades se reúnem para reafirmar a resiliência das instituições, as ruas de Brasília tornaram-se palco de manifestações que mesclam a memória nacional com pautas de soberania latino-americana e críticas ao governo de Donald Trump.

A Cerimônia Oficial e o Veto Político

O evento central, comandado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ocorre no Salão Nobre do Palácio do Planalto a partir das 10h. A solenidade reúne representantes da sociedade civil e autoridades, embora marcada por ausências significativas, como os presidentes da Câmara, Hugo Motta, e do Senado, Davi Alcolumbre, o que evidencia as tensões em torno da punição dos envolvidos nos atos de 2023.

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O ponto alto da cerimônia é a expectativa do veto presidencial ao Projeto de Lei da Dosimetria. O texto, aprovado pelo Congresso, visa reduzir as penas dos condenados pelos ataques golpistas, o que beneficiaria diretamente o ex-presidente Jair Bolsonaro. Para o governo e movimentos sociais, o veto é essencial para garantir que o atentado não caia no esquecimento e que haja uma punição exemplar. Paralelamente, o STF promove a exposição “Democracia Inabalada: 8 de janeiro – Um dia para não esquecer”, reforçando o papel do Judiciário na preservação da Constituição.

Soberania em Pauta: “Fora Trump” e Apoio à Venezuela

Foto: Luís Gustavo Nova/Metrópoles

Enquanto a solenidade ocorre dentro do Palácio, a área externa da Praça dos Três Poderes foi ocupada por movimentos como o MTST, CUT, PCdoB e a Internacional Antifascista. O grito de “Fora Trump” e a defesa da liberdade na Venezuela ganharam destaque, impulsionados por acontecimentos internacionais recentes.

Os manifestantes protestam contra uma operação militar dos Estados Unidos na Venezuela, ocorrida no último sábado (6 de janeiro de 2026), que resultou na destruição de um centro de pesquisas e na prisão de Nicolás Maduro. Para os grupos presentes, a defesa da democracia brasileira é indissociável da soberania regional contra interesses estrangeiros. Flávia Rodrigues, uma das manifestantes, afirmou que o foco de Trump são as riquezas naturais da região, citando o petróleo venezuelano, o lítio boliviano e os recursos hídricos do Brasil.

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