A federação formada por União Brasil e Progressistas (PP) deverá concentrar a maior fatia do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) nas eleições de 2026, com quase R$ 1 bilhão em recursos públicos. Juntos, os dois partidos ficarão com aproximadamente R$ 953,6 milhões, o equivalente a 19,2% dos R$ 4,9 bilhões previstos no Orçamento Geral da União para o financiamento das campanhas eleitorais.
Os dados constam em um estudo elaborado pela Fundação 1º de Maio, ligada ao partido Solidariedade, com base no orçamento federal vigente. O levantamento mostra que os cinco maiores partidos do país, somados, irão concentrar cerca de 60% de todo o montante do fundo eleitoral.
Na sequência da federação União-PP aparece o Partido Liberal (PL), que deverá receber R$ 886,7 milhões. Em terceiro lugar está a federação formada por PT, PCdoB e PV, com um total de R$ 719 milhões sendo R$ 619,7 milhões apenas para o PT. O PSD aparece em seguida, com R$ 420,8 milhões, enquanto o MDB ficará com cerca de R$ 404 milhões.
Ao todo, os recursos do FEFC serão utilizados para financiar as campanhas aos cargos de deputado federal, deputado estadual, senador, governador e presidente da República nas eleições de 2026.

A distribuição do fundo eleitoral segue critérios definidos em lei, que levam em consideração, entre outros fatores, o tamanho das bancadas eleitas na Câmara dos Deputados e o desempenho dos partidos nas eleições nacionais para deputado federal e senador. Na prática, esse modelo acaba favorecendo as legendas com maior representação no Congresso, ampliando a concentração de recursos nas grandes siglas.
Criado em 2017, após a proibição de doações empresariais a campanhas eleitorais, o fundo eleitoral tornou-se a principal fonte de financiamento das disputas no país e, desde então, é alvo recorrente de críticas pelo elevado volume de recursos públicos destinados aos partidos políticos.
























