Supremo Tribunal Federal

Toffoli admite ser sócio de empresa que fez negócios com cunhado de Vorcaro

Andre Borges/Especial Metrópoles

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Após relatório da PF entregue ao STF com menções ao nome de Toffoli, o ministro admitiu ser sócio da empresa Maridt

Em nota oficial, o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), assumiu ser sócio da empresa Maridt, que vendeu participações por meio de fundos no resort Tayayá, no Paraná, para Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

Segundo informou o gabinete do ministro, que é relator do caso Master na Corte, “a Maridt é uma empresa familiar, constituída na forma de sociedade anônima de capital fechado. Dias Toffoli faz parte do quadro societário, sendo a referida empresa administrada por parentes do ministro“.

Conforme já havia dito em plenário, em defesa durante julgamento, Toffoli ressaltou que a participação dele no quadro societário está resguardada de acordo com a Lei Orgânica da Magistratura. “O magistrado pode integrar o quadro societário de empresas e dela receber dividendos, sendo-lhe apenas vedado praticar atos de gestão na qualidade de administrador”, afirmou.

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Empresa

A Maridt, segundo explicou Toffoli na nota, foi integrante do grupo Tayayá Ribeirão Claro até 21 de fevereiro de 2025. “A participação anteriormente existente foi integralmente encerrada por meio de duas operações sucessivas, sendo a primeira a venda de cotas ao Fundo Arllen, em 27 de setembro de 2021, e a segunda a alienação do saldo remanescente à empresa PHD Holding, em 21 de fevereiro de 2025”.

De acordo com o gabinete do ministro, “tudo foi devidamente declarado à Receita Federal do Brasil e que todas as vendas foram realizadas dentro de valor de mercado”.

Ação do Banco Master

Sob forte pressão para deixar a relatoria do caso Master no STF, Toffoli justificou que “a ação referente à compra do Banco Master pelo BRB foi distribuída a ele no dia 28 de novembro de 2025. Ou seja, quando há muito a Maridt não fazia mais parte do grupo Tayaya Ribeirão Claro”.

O ministro disse ainda desconhecer o gestor do Fundo Arllen, “bem como jamais teve qualquer relação de amizade e muito menos amizade íntima com o investigado Daniel Vorcaro. Por fim, o Ministro esclarece que jamais recebeu qualquer valor de Daniel Vorcaro ou de seu cunhado Fabiano Zettel”.

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