A corrida pelas duas vagas ao Senado em Mato Grosso do Sul pode ganhar novos rumos após a declaração de apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro ao deputado federal Marcos Pollon. Segundo nova pesquisa do Instituto Ranking Brasil Inteligência, o parlamentar apresentou crescimento expressivo nas intenções de voto e passou a disputar diretamente uma das primeiras posições.
O levantamento, realizado entre os dias 1º e 6 deste mês com 2 mil eleitores em 30 municípios, aponta que Pollon saiu de um patamar baixo de intenção de votos e se aproximou dos líderes após receber o apoio público de Bolsonaro, manifestado por meio de um bilhete. A pesquisa tem margem de erro de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos e foi registrada na Justiça Eleitoral.
Na pesquisa espontânea quando os nomes dos pré-candidatos não são apresentados ao entrevistado Pollon saltou de 1,6% para 6% das intenções de voto. Enquanto isso, o ex-governador Reinaldo Azambuja, o senador Nelsinho Trad e o deputado estadual Capitão Contar registraram queda ou oscilações negativas.
Já no cenário estimulado, quando os nomes são apresentados aos entrevistados, Pollon foi o que mais cresceu. O deputado saiu de 4,6% para 25,7%, um salto de mais de 21 pontos percentuais. Com isso, passou a disputar diretamente com os principais nomes da corrida.
No mesmo cenário, Reinaldo Azambuja aparece na liderança com 36,4%, mantendo estabilidade em relação à pesquisa anterior. Capitão Contar caiu de 35,4% para 26,5%, enquanto Nelsinho Trad teve uma queda ainda mais acentuada, passando de 37,8% para 17,2%.
Outros nomes também aparecem na disputa, como o deputado federal Vander Loubet, a senadora Soraya Thronicke, o presidente da Assembleia Legislativa Gerson Claro e a vice-prefeita de Dourados Gianni Nogueira, mas todos aparecem atrás do grupo que lidera a corrida.
Analistas políticos avaliam que o gesto de Bolsonaro pode ter provocado um rearranjo no eleitorado da direita no Estado. A tendência é que a disputa se intensifique nos próximos meses, especialmente dentro do campo bolsonarista, que ainda busca definir quais nomes serão priorizados para a corrida ao Senado.
Com sete meses até o primeiro turno, o crescimento de Pollon indica que a eleição ainda está aberta e que novos movimentos políticos principalmente envolvendo o ex-presidente Bolsonaro podem provocar mudanças significativas no cenário eleitoral em Mato Grosso do Sul.






















