Distrito Federal

Transferência de campus da UnDF gera protestos, temor de evasão estudantil e um contrato de R$110 milhões

Foto: Lucio Bernardo/Agência Brasília

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Comunidade acadêmica critica falta de diálogo e questiona contrato de R$ 110 milhões

Estudantes e professores da Universidade do Distrito Federal Professor Jorge Amaury Maia Nunes (UnDF) cobram a suspensão da transferência de cursos do Campus Norte para um prédio alugado do IESB, em Ceilândia. A medida, tomada sem consulta prévia à comunidade acadêmica, envolve um contrato estimado em mais de R$ 110 milhões por cinco anos.

A decisão gerou forte reação. Em assembleia recente, alunos e docentes discutiram mobilizações e até a possibilidade de greve. Levantamento do Diretório Central Acadêmico (DCA), com 454 respostas, aponta que 69% consideram a mudança negativa e mais de 200 estudantes afirmam que podem trancar o curso.

O principal motivo é o aumento no tempo de deslocamento. Alunos relatam que a mudança pode tornar inviável a permanência na universidade, especialmente para quem trabalha ou depende de auxílio financeiro.

O sindicato dos professores também critica a medida, destacando a rapidez do processo e a realização do contrato com dispensa de licitação. A entidade alerta que o custo do aluguel pode comprometer recursos destinados a bolsas, projetos e políticas de permanência estudantil.

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Estudantes e docentes ainda apontam falta de instâncias democráticas na universidade e ausência de diálogo com a reitoria. O movimento defende a expansão da UnDF, mas com investimento em campus próprio, e não em estrutura alugada.

Em nota, a UnDF afirma que a mudança faz parte de um planejamento técnico e da política de expansão para Ceilândia, região mais populosa do DF. Segundo a instituição, a medida pode ampliar o acesso ao ensino superior e reduzir a evasão ao aproximar a universidade de parte significativa dos estudantes.

 

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