“fora Fiems”

Servidores protestam na Assembleia com gritos de “fora Fiems” e cobram reajuste salarial

publicidade

Servidores públicos estaduais de diversas categorias lotaram o plenário da Assembleia Legislativa nesta terça-feira (31) em protesto por reajuste salarial e melhores condições de trabalho. Durante a manifestação, o tom foi de críticas à Fiems (Federação das Indústrias de Mato Grosso do Sul), com gritos de “fora Fiems” ecoando do lado de fora e dentro da Casa de Leis.

Os manifestantes questionaram as políticas de incentivos fiscais concedidos ao setor industrial, defendendo que, enquanto o Estado alega dificuldades financeiras, não deveria abrir mão de arrecadação tributária. Segundo os servidores, a concessão de benefícios impacta diretamente a capacidade do governo de atender demandas salariais do funcionalismo.

De acordo com Ricardo Bueno, tesoureiro do Sindicato dos Servidores da Saúde e integrante do fórum que articula a mobilização, a política de isenções fiscais é contraditória diante do cenário fiscal apresentado pelo Executivo.

“Se o Estado está com dificuldade financeira, como abre mão de impostos? Temos diminuição da produção de gás, estamos no segundo ano do decreto de economia de 25% e passamos de R$ 11 bilhões em isenção, valor superior ao investido na saúde. Em dificuldade, não deveria abrir mão de impostos”, afirmou.

Leia Também:  Agenda de Carnaval: desfiles das escolas de samba e blocos de rua tomam conta da programação

Bueno também destacou que servidores do Detran e da UEMS já estão em estado de greve e que há uma agenda prevista com a Secretaria de Saúde para tentativa de conciliação, a fim de evitar paralisações mais amplas. Além do reajuste salarial, os trabalhadores cobram melhores condições de trabalho e abertura de diálogo com o governo.

“Ninguém foi ouvido sobre a revisão do salário. Se abrir o diálogo, vamos conversar com as categorias para um entendimento”, disse.

O governo estadual concedeu revisão salarial linear de 3,81% aos cerca de 86 mil servidores públicos. No entanto, os manifestantes consideram o índice insuficiente diante da inflação acumulada e defendem a revisão da política de incentivos fiscais, alvo direto das críticas direcionadas à Fiems durante o protesto.

COMENTE ABAIXO:

Compartilhe essa Notícia

publicidade

publicidade

publicidade

Previous slide
Next slide

publicidade

Previous slide
Next slide