Líder do governo na CLDF, Hermeto, é indiciado por “rachadinha” em gabinete

Hermeto (MDB) na sessão ordinária no plenário da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) realizada em 17 de março de 2026 . Foto: Andressa Anholete / Agência CLDF

publicidade

O deputado distrital Hermeto (MDB), líder do governo na Câmara Legislativa do Distrito Federal, voltou a ser alvo de investigação por corrupção. Após ter sido citado em apurações relacionadas a supostas irregularidades na área da Educação, o parlamentar agora foi indiciado pela Polícia Civil do Distrito Federal por envolvimento em um esquema de “rachadinha” dentro de seu gabinete. 

Segundo a investigação conduzida pelo Departamento de Combate à Corrupção e ao Crime Organizado (Decor), servidores comissionados eram obrigados a devolver parte dos salários, sob ameaça de exoneração ou perda de função. Os valores, de acordo com o inquérito, eram divididos entre o deputado, sua esposa, Keilla Alves de Almeida, e o chefe de gabinete, Licérgio Oliveira de Souza. 

Depoimentos indicam que os repasses eram feitos de forma direta, inclusive dentro do próprio gabinete. Um servidor afirmou que, de um salário de cerca de R$ 11 mil, entregava R$ 4 mil mensalmente ao parlamentar. As investigações também reuniram mensagens e registros que apontam cobranças recorrentes e menções a acertos com “o chefe”. 

Leia Também:  Enquanto o BRB perde R$ 2,5 bilhões, saúde do DF entra em colapso por falta de recursos

Relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras identificaram movimentações financeiras consideradas incompatíveis com a renda dos investigados. O chefe de gabinete teria movimentado cerca de R$ 1,6 milhão entre 2018 e 2023. Em buscas, a polícia apreendeu R$ 46,6 mil em espécie e anotações que indicariam um controle paralelo dos valores arrecadados. 

O novo indiciamento amplia o desgaste político de Hermeto, reforçando a recorrência de suspeitas envolvendo sua atuação pública. Mesmo assim, ele segue em funções de destaque na Câmara Legislativa do Distrito Federal, incluindo a liderança do governo e a presidência do Conselho de Ética. 

O deputado nega irregularidades, afirma que a investigação tem origem em uma denúncia de 2019 e diz que provará sua inocência. O caso tramita no Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios, e, se condenado por concussão, o parlamentar pode cumprir pena de 2 a 12 anos de reclusão. 

COMENTE ABAIXO:

Compartilhe essa Notícia

publicidade

publicidade

publicidade

Previous slide
Next slide

publicidade

Previous slide
Next slide