MATO GROSSO

Contrato de sonorização do “Parque dos Bilionários” dispara e gera questionamentos

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O chamado “Parque dos Bilionários”, como vem sendo apelidado o Parque Novo Mato Grosso por parte da população, voltou ao centro das discussões após a publicação de um aditivo contratual que aumentou em mais de R$ 1,6 milhão os custos do sistema de sonorização da obra. O reajuste reacendeu críticas sobre planejamento, transparência e uso dos recursos públicos no empreendimento conduzido pela MT PAR.

O 1º Termo Aditivo ao contrato nº 166/2025 autorizou um acréscimo de R$ 1.662.194,50 no acordo firmado com a empresa MSK Indústria e Comércio. Segundo o documento, o aumento ocorreu devido a “alterações qualitativas” no projeto, incluindo a inclusão de estruturas metálicas e novos equipamentos de som.

Com o reajuste, o contrato teve um aumento de 23,88% em relação ao valor original — percentual que ficou próximo do limite de 25% permitido pela legislação para alterações em contratos administrativos. O dado chamou atenção de críticos da obra, que apontam possível falha no planejamento inicial do projeto.

Especialistas em gestão pública costumam alertar que aditivos elevados podem indicar deficiência na elaboração dos projetos básicos ou necessidade de revisões técnicas não previstas inicialmente. Embora previstos em lei, os acréscimos contratuais frequentemente geram questionamentos quando representam impactos milionários aos cofres públicos.

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A justificativa apresentada pela administração é de que houve necessidade de adequações técnicas no objeto contratado para garantir o funcionamento adequado da estrutura de sonorização do parque. No entanto, opositores e parte da população questionam por que itens considerados essenciais não foram previstos na fase inicial da contratação.

O documento foi assinado pelo diretor-presidente da MT PAR, Wener Klesley dos Santos, e prevê utilização de recursos provenientes de diferentes fontes orçamentárias do Estado. O aumento do custo ocorre em meio a debates sobre prioridades nos investimentos públicos e cobranças por maior eficiência na aplicação do dinheiro do contribuinte.

Nas redes sociais, o apelido “Parque dos Bilionários” ganhou força após sucessivos investimentos anunciados no complexo. Críticos afirmam que o empreendimento se tornou símbolo de gastos elevados, enquanto defensores sustentam que a obra poderá impulsionar turismo, lazer e geração de empregos em Mato Grosso.

Até o momento, a MT PAR não detalhou publicamente se novas alterações contratuais poderão ocorrer ao longo da execução do projeto. O caso amplia a pressão por fiscalização dos órgãos de controle e por maior transparência nos custos finais da obra pública.

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