Garis do DF aderem a paralisação nacional em defesa de piso salarial da categoria

Foto: Acácio Pinheiro/Agência Brasília

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Os trabalhadores da limpeza urbana do Distrito Federal aderiram, nesta segunda-feira (22), a uma paralisação nacional organizada por entidades representativas da categoria. O movimento tem como principal objetivo pressionar o Congresso Nacional pela aprovação do Projeto de Lei nº 4.146/2020, que estabelece um piso salarial nacional e amplia direitos trabalhistas e previdenciários para os profissionais da limpeza urbana. 

A mobilização ocorre simultaneamente em diversas cidades brasileiras e reúne garis, coletores de resíduos e demais trabalhadores responsáveis pela limpeza pública. Segundo o Serviço de Limpeza Urbana (SLU), a paralisação no Distrito Federal não está relacionada a reivindicações locais, mas integra uma campanha nacional em defesa da valorização profissional da categoria. 

Proposta prevê piso de dois salários mínimos 

O projeto, de autoria da deputada federal Mara Rocha, já foi aprovado pela Câmara dos Deputados e aguarda análise do Senado Federal. Entre os principais pontos da proposta está a criação de um piso salarial equivalente a dois salários mínimos para os trabalhadores da limpeza urbana. 

O texto também prevê adicional de insalubridade em grau máximo, correspondente a 40% sobre o salário-base, jornada semanal de 40 horas e direito à aposentadoria especial em razão da exposição contínua a agentes nocivos à saúde. 

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As entidades sindicais argumentam que os profissionais desempenham uma atividade essencial para o funcionamento das cidades, mas ainda enfrentam baixos salários, condições de trabalho difíceis e falta de reconhecimento. 

Serviços são afetados 

No Distrito Federal, a paralisação provocou impactos em parte dos serviços de coleta de lixo e varrição. Apesar disso, o SLU informou que estruturas consideradas estratégicas continuam funcionando normalmente durante a mobilização. 

Permanecem em operação o Aterro Sanitário de Brasília, os papa-entulhos e as Unidades de Recebimento de Entulhos (UREs), garantindo a continuidade de serviços considerados essenciais para a gestão de resíduos no DF. 

Até o momento, os organizadores do movimento não divulgaram uma previsão para o encerramento da paralisação. A expectativa da categoria é ampliar a pressão sobre os senadores para acelerar a votação da proposta e garantir avanços nas condições de trabalho dos profissionais da limpeza urbana em todo o país.

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