As obras de revitalização da tradicional Piscina de Ondas do Parque da Cidade, um dos espaços de lazer mais emblemáticos de Brasília, estão paralisadas por falta de repasses financeiros do Governo do Distrito Federal (GDF). Com investimento previsto de R$ 18 milhões, o projeto acumula apenas 10% de execução, apesar de a entrega continuar prevista para o segundo semestre de 2026.
A interrupção dos trabalhos foi solicitada pela construtora Engemil, responsável pela obra, que afirma não ter recebido os recursos necessários para manter o cronograma. Segundo documentos da Novacap, desde janeiro deste ano a companhia vinha solicitando à Secretaria de Esporte e Lazer a liberação de aproximadamente R$ 17 milhões para garantir a continuidade da reforma.
A paralisação foi formalizada em maio e, desde então, o canteiro de obras permanece praticamente sem atividade. Quem passa pelo local encontra um cenário marcado por estruturas inacabadas, tubulações expostas, montes de terra e entulho, contrastando com a expectativa criada em torno da recuperação de um dos cartões-postais de lazer da capital.
Em resposta, a Novacap afirma que não há medições em atraso junto à construtora e sustenta que a publicação de um decreto do GDF, na última segunda-feira (22), abrindo crédito suplementar para a Secretaria de Esporte e Lazer com recursos provenientes de superávit financeiro da União, garante condições para a continuidade do contrato.
Apesar disso, a Engemil informou que segue em negociações com o governo para solucionar as pendências financeiras e retomar os serviços.
O projeto prevê uma transformação completa da antiga Piscina de Ondas, com a restauração da estrutura original, implantação de um rio lento, piscina infantil equipada com brinquedos aquáticos e toboáguas, além da criação de novas áreas de convivência para os frequentadores do Parque da Cidade.
Inaugurada em 1978, a Piscina de Ondas marcou gerações de brasilienses antes de ser fechada há 28 anos. A reforma teve início em março de 2025 e possui prazo contratual até 22 de julho de 2026. No entanto, com apenas uma pequena parcela da obra executada e os trabalhos interrompidos, aumenta a incerteza sobre o cumprimento do cronograma anunciado pelo governo.
A paralisação representa mais um capítulo na longa espera pela reabertura do espaço, cuja revitalização foi anunciada como uma das principais obras de lazer do Distrito Federal. Enquanto o impasse financeiro não é resolvido, a população continua sem acesso a um equipamento público que há décadas aguarda sua recuperação.

























