A Procuradoria-Geral da República (PGR) rejeitou a proposta de acordo de colaboração premiada apresentada pelo ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, por entender que as informações oferecidas não agregam elementos relevantes às investigações em andamento. A decisão, assinada pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, foi proferida nesta quinta-feira (25).
No despacho, Gonet classificou a proposta como de “reduzida utilidade” e “débil eficácia”, afirmando que o conteúdo apresentado pela defesa não traz fatos inéditos nem contribuições capazes de ampliar o alcance das apurações conduzidas pelas autoridades.
Segundo a manifestação da PGR, os elementos oferecidos por Paulo Henrique Costa apenas reproduzem informações que já são de conhecimento dos investigadores ou que vêm sendo obtidas por outros meios de investigação, tanto na esfera criminal quanto na cível. Diante disso, o órgão concluiu que não havia justificativa para a celebração de um acordo de colaboração premiada.
Outro fator considerado decisivo foi a ausência de qualquer indicação concreta de que o investigado pudesse contribuir para o ressarcimento de recursos financeiros eventualmente desviados. Para a PGR, a proposta também não demonstrou potencial para recuperação patrimonial, um dos aspectos considerados relevantes na análise desse tipo de acordo.
Com esses fundamentos, Paulo Gonet determinou o indeferimento da proposta e o arquivamento do procedimento administrativo instaurado para analisar a possível colaboração.
Defesa buscava acordo e liberdade
A decisão representa um revés para a estratégia da defesa de Paulo Henrique Costa, que nesta semana havia protocolado pedido de revogação da prisão preventiva e cobrado uma manifestação da PGR sobre o avanço das negociações para um acordo de delação.
Os advogados informaram que participaram de uma reunião formal com representantes da Procuradoria em 28 de maio de 2026 e alegaram que aguardavam uma resposta sobre a assinatura de um acordo de confidencialidade, etapa considerada preliminar para uma eventual colaboração premiada.
A defesa também sustentou que o ex-presidente do BRB não foi interrogado pelas autoridades desde a primeira decisão cautelar, expedida em novembro de 2025, afirmando que ele participou apenas de uma acareação durante as investigações.
Investigação da Operação Compliance Zero
Paulo Henrique Costa está preso preventivamente desde 16 de abril, quando foi alvo da quarta fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal.
As investigações apuram supostas irregularidades envolvendo operações realizadas entre o BRB e o Banco Master. O ex-presidente é suspeito de ter descumprido normas de governança e de facilitar negócios considerados sem o devido lastro financeiro, fatos que continuam sendo investigados pela Polícia Federal e pela Procuradoria-Geral da República.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) rejeitou a proposta de acordo de colaboração premiada apresentada pelo ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, por entender que as informações oferecidas não agregam elementos relevantes às investigações em andamento. A decisão, assinada pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, foi proferida nesta quinta-feira (25).
No despacho, Gonet classificou a proposta como de “reduzida utilidade” e “débil eficácia”, afirmando que o conteúdo apresentado pela defesa não traz fatos inéditos nem contribuições capazes de ampliar o alcance das apurações conduzidas pelas autoridades.
Segundo a manifestação da PGR, os elementos oferecidos por Paulo Henrique Costa apenas reproduzem informações que já são de conhecimento dos investigadores ou que vêm sendo obtidas por outros meios de investigação, tanto na esfera criminal quanto na cível. Diante disso, o órgão concluiu que não havia justificativa para a celebração de um acordo de colaboração premiada.
Outro fator considerado decisivo foi a ausência de qualquer indicação concreta de que o investigado pudesse contribuir para o ressarcimento de recursos financeiros eventualmente desviados. Para a PGR, a proposta também não demonstrou potencial para recuperação patrimonial, um dos aspectos considerados relevantes na análise desse tipo de acordo.
Com esses fundamentos, Paulo Gonet determinou o indeferimento da proposta e o arquivamento do procedimento administrativo instaurado para analisar a possível colaboração.
Defesa buscava acordo e liberdade
A decisão representa um revés para a estratégia da defesa de Paulo Henrique Costa, que nesta semana havia protocolado pedido de revogação da prisão preventiva e cobrado uma manifestação da PGR sobre o avanço das negociações para um acordo de delação.
Os advogados informaram que participaram de uma reunião formal com representantes da Procuradoria em 28 de maio de 2026 e alegaram que aguardavam uma resposta sobre a assinatura de um acordo de confidencialidade, etapa considerada preliminar para uma eventual colaboração premiada.
A defesa também sustentou que o ex-presidente do BRB não foi interrogado pelas autoridades desde a primeira decisão cautelar, expedida em novembro de 2025, afirmando que ele participou apenas de uma acareação durante as investigações.
Investigação da Operação Compliance Zero
Paulo Henrique Costa está preso preventivamente desde 16 de abril, quando foi alvo da quarta fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal.
As investigações apuram supostas irregularidades envolvendo operações realizadas entre o BRB e o Banco Master. O ex-presidente é suspeito de ter descumprido normas de governança e de facilitar negócios considerados sem o devido lastro financeiro, fatos que continuam sendo investigados pela Polícia Federal e pela Procuradoria-Geral da República.

























