MS dos privilégios

Após chamar ex-governador de corrupto, ex-vereador terá que usar tornozeleira

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O ex-vereador de Campo Grande, Tiago Vargas, afirmou que terá de usar tornozeleira eletrônica pelos próximos um ano e três meses, após nova decisão judicial relacionada a um processo movido pelo ex-governador Reinaldo Azambuja.

Segundo o ex-parlamentar, ele foi notificado e terá prazo de 48 horas para cumprir a determinação. Em vídeo publicado nas redes sociais, Tiago aparece emocionado ao comentar a decisão. “Não sei nem o que falar”, declarou.

A medida faz parte de pena que impõe restrições ao ex-vereador. Entre as determinações, ele deverá comparecer mensalmente ao Patronato Penitenciário, cumprir recolhimento domiciliar das 19h às 6h e permanecer em casa durante domingos e feriados. Em caso de necessidade de atendimento médico, será obrigatória a comprovação nos autos do processo em até 48 horas.

A decisão foi proferida no âmbito da 2ª Vara de Execução Penal de Campo Grande.

Declarações e críticas

Tiago Vargas afirmou que a penalidade está relacionada a declarações feitas contra o ex-governador. Segundo ele, não houve envolvimento em crimes de corrupção. “Não por ter praticado corrupção ou algo do tipo, mas por ter ousado chamar um ex-governador de corrupto”, disse. Ele também mencionou aumento no valor de indenização, que teria passado de R$ 20 mil para R$ 80 mil.

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O ex-vereador ainda alegou perseguição política, citando sua atuação como opositor durante o período em que era policial civil e posteriormente na política. Apesar da situação, afirmou não se arrepender das declarações. “Se pudesse voltar no tempo, faria tudo de novo”, declarou.

Passagem pela prefeitura

Em janeiro de 2025, Tiago Vargas chegou a ser nomeado para o cargo de assessor especial na Prefeitura de Campo Grande, com lotação na Secretaria Especial de Articulação Regional. A nomeação, no entanto, foi revogada no mesmo mês.

À época, a advogada especialista em Direito Eleitoral, Ana Claudia Saliba, destacou que a legislação municipal prevê restrições à nomeação de pessoas enquadradas em hipóteses de inelegibilidade, visando preservar a moralidade administrativa.

O caso segue repercutindo nas redes sociais e no meio político sul-mato-grossense.

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