Uma denúncia anônima enviada à redação por um servidor que se identifica como “inconformado com as falcatruas” lançou suspeitas sobre uma suposta articulação silenciosa envolvendo contratos milionários da publicidade institucional da Prefeitura de Cuiabá. Segundo o relato, um grupo empresarial estaria atuando nos bastidores para assumir o controle das verbas de comunicação da administração municipal sem que o prefeito Abilio Brunini tivesse conhecimento detalhado das negociações em curso. A denúncia afirma ainda que parte das tratativas estaria sendo conduzida de forma reservada, longe da estrutura oficial da prefeitura.
De acordo com as informações recebidas pela reportagem, a movimentação envolveria a empresa NOVA S/A, agência de publicidade que, segundo os denunciantes, teria ligação com campanhas e contratos vinculados ao PT em âmbito nacional. A acusação aponta que o grupo estaria tentando ampliar influência dentro da comunicação oficial da capital mato-grossense, buscando consolidar espaço estratégico no gerenciamento das verbas publicitárias do município antes que o tema viesse a público.
Interlocutores ligados ao Paço Municipal relataram surpresa ao tomar conhecimento das supostas articulações. Nos bastidores da administração, aliados do prefeito afirmam que setores estratégicos da gestão não teriam sido informados sobre o avanço das negociações, o que aumentou o clima de desconfiança política dentro do núcleo próximo ao chefe do Executivo municipal. A avaliação interna é de que a condução das conversas teria ocorrido sem transparência e fora dos canais considerados habituais pela administração.
Outro ponto considerado sensível envolve a atuação de uma segunda empresa que, segundo fontes ouvidas reservadamente, não teria sido apresentada de forma clara durante as tratativas relacionadas aos contratos de publicidade. Integrantes próximos ao governo municipal suspeitam que empresas ligadas ao chamado “PAI” possam acabar concentrando parcelas significativas das verbas destinadas à mídia institucional da Prefeitura de Cuiabá, o que gerou preocupação sobre possível direcionamento político e concentração financeira.
A possibilidade de centralização dos contratos milionários da publicidade pública acendeu alerta entre integrantes do mercado de comunicação e setores políticos da capital. Nos bastidores, cresce o temor de que eventual concentração das verbas em grupos específicos possa abrir margem para questionamentos envolvendo favorecimento político, influência partidária e ausência de concorrência ampla entre agências interessadas em disputar os contratos da prefeitura.
Fontes ouvidas pela reportagem afirmam que, caso o prefeito Abilio Brunini tenha acesso completo às tratativas e às supostas ligações políticas atribuídas ao grupo empresarial, a reação poderá ser imediata. Um aliado do gestor declarou, sob reserva, que Brunini “pode jogar uma pá de cal no acordo” caso entenda que houve omissão de informações ou tentativa de conduzir negociações sem a devida transparência. A reportagem mantém espaço aberto para manifestações da Prefeitura de Cuiabá e das empresas citadas para apresentação de esclarecimentos e posicionamentos oficiais.






















