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Bolsonaro é preso e levado para Superintendência da PF em Brasília

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Ex-presidente Jair Bolsonaro foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão por liderar uma tentativa de golpe de Estado

Jair Bolsonaro (PL) foi preso, na manhã deste sábado (22/11), pela Polícia Federal. Agentes da PF chegaram ao Condomínio Solar de Brasília, no Jardim Botânico, por volta das 6h e levaram o ex-presidente para a Superintendência Regional da Polícia Federal no Distrito Federal.

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), mandou prender Bolsonaro preventivamente, antes do cumprimento da pena à qual o ex-presidente foi condenado no inquérito do golpe.

Bolsonaro foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão por liderar uma tentativa de golpe de Estado.

O ex-mandatário estava em prisão domiciliar desde 4 de agosto deste ano. A medida foi adotada devido ao descumprimento de cautelares em outro processo.

Prisão domiciliar

  • STF determinou prisão domiciliar de Jair Bolsonaro em 4 de agosto.
  • Desde então, a casa do ex-presidente no DF passou a ser vigiada 24h por policiais.
  • Apesar das restrições, a residência segue recebendo visitas de aliados e apoiadores.
  • Em 18 de julho, Moraes aplicou medidas cautelares por inquérito da PGR.
  • Trump havia anunciado tarifaço contra o Brasil e alegava perseguição do STF a Bolsonaro.
  • Circulavam informações sobre possíveis sanções dos EUA com base na Lei Magnitsky, as quais porteriormente foram confirmadas.
  • PGR acusou Bolsonaro e Eduardo de obstrução de Justiça e atentado à soberania.
  • Moraes impôs uso de tornozeleira, recolhimento noturno e proibição de contato com diplomatas.
  • Também proibiu o ex-presidente de usar redes sociais e participar de transmissões on-line.
  • Bolsonaro alegou dúvidas sobre o alcance das medidas e manteve discurso de perseguição.
  • Em 3 de agosto, Nikolas Ferreira exibiu vídeo em chamada com Bolsonaro durante manifestação.
  • Flávio e Carlos Bolsonaro publicaram vídeo do pai se dirigindo a apoiadores; conteúdo foi apagado.
  • Em 4 de agosto, Bolsonaro circulou livremente pela cidade antes da decisão: padaria, barbearia, lotérica e sede do PL.
  • No fim da tarde do dia 4, Moraes decretou prisão domiciliar por descumprimento das medidas cautelares.
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Condenação

Bolsonaro foi condenado após julgamento que terminou em 11 de setembro. Os ministros da Primeira Turma, por 4 votos a 1, consideraram que o ex-presidente chefiou uma organização criminosa armada, tentou abolir violentamente o Estado Democrático de Direito, praticou golpe de Estado e causou danos a patrimônio da União e tombado.

Além da pena de prisão, o colegiado tornou Bolsonaro inelegível. O ex-presidente já estava inelegível desde junho de 2023, por decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que o condenou por abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação. Essa punição já o impedia de disputar eleições até 2030.

No entanto, com a nova condenação no STF, o prazo de inelegibilidade foi ampliado: Bolsonaro só poderia voltar a disputar eleições em 2060, já que a restrição passaria a valer após o término da pena. Na prática, ele ficará afastado da política eleitoral por mais de três décadas.

Núcleo 1

A Turma também analisou em plenário virtual os embargos dos outros condenados por trama golpista. As penas variam entre 16 e 27 anos. Todos votaram para rejeitar os embargos dos demais condenados do núcleo crucial que entraram com recurso.

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O único que optou por não recorrer foi o ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, Mauro Cid, que já iniciou o cumprimento da pena e retirou a tornozeleira eletrônica.

Confira as penas de cada condenado do núcleo principal:

Arte/Metrópoles

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