BRB pede mais prazo ao TCDF em investigações sobre relação com Banco Master

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O Banco de Brasília (BRB) solicitou ao Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF) a prorrogação de prazo para se manifestar em três processos que investigam a relação da instituição com o Banco Master. O pedido foi formalizado no último dia 10 de abril e prevê a concessão de 15 dias úteis adicionais.

Segundo o BRB, o prazo extra é necessário para garantir uma resposta “exauriente, técnica e juridicamente sustentável”, afastando a interpretação de que a medida represente tentativa de atraso deliberado nas apurações.

Três frentes de investigação

Os processos em análise no TCDF abordam diferentes aspectos da atuação do banco e de suas subsidiárias:

Irregularidades em normas financeiras: apuração de possíveis descumprimentos de regras do mercado por gestores do BRB, da BRB DTVM e do BRB CARD;

Operação Compliance Zero: investigação baseada em relatório preliminar elaborado pelo escritório Machado Meyer, com apoio da consultoria Kroll Brasil, que aponta indícios de irregularidades;

Transações diretas: fiscalização técnica sobre operações realizadas entre o BRB e o Banco Master.

As investigações tramitam sob sigilo e estão sob relatoria da conselheira Anilcéia Machado.

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Crise e impacto bilionário

O pedido ocorre em meio a um cenário de forte pressão sobre a instituição financeira pública. O presidente do BRB, Nelson Antônio de Souza, já indicou que o banco precisará realizar um provisionamento estimado em R$ 8,8 bilhões, decorrente da aquisição de ativos considerados de alto risco ligados ao Banco Master.

O impacto financeiro dessas operações intensificou o escrutínio sobre decisões da alta administração e ampliou a relevância das investigações conduzidas pelo TCDF.

Justificativa do banco

Em sua manifestação, o BRB argumenta que a complexidade dos processos — que envolvem análise técnica, jurídica e contábil — exige mais tempo para consolidação de informações e identificação de eventuais responsabilidades.

A instituição também destaca que a prorrogação é essencial para assegurar a consistência das respostas e contribuir com o trabalho de fiscalização da Corte de Contas.

Enquanto aguarda decisão do TCDF sobre o pedido, o banco segue no centro de uma das mais sensíveis crises de governança de sua história recente, com desdobramentos que podem atingir tanto a gestão atual quanto decisões tomadas em períodos anteriores.

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