“Operação Spotless”

Câmara de Terenos avalia documentos sigilosos da Operação Spotless e pode instaurar CPI

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A Câmara de Vereadores de Terenos recebeu do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) documentação sigilosa relacionada à “Operação Spotless” para análise dos parlamentares. O material ficará disponível em uma sala reservada pelo período de dois meses, prazo em que os vereadores deverão avaliar as provas reunidas e decidir quais medidas adotar, incluindo a possibilidade de abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI).

Um dos vereadores do município foi alvo de uma das fases da investigação e permanece afastado do cargo. Conforme divulgado em novembro do ano passado, Arnaldo Godoy Cardoso Glagau, além do mandato, mantinha atividade empresarial com contratos junto ao poder público. A vaga atualmente é ocupada por um suplente. Já o prefeito Henrique Wancura Budke chegou a ser preso e também foi afastado das funções. Entre as medidas cautelares impostas aos investigados estão a proibição de firmar contratos com a prefeitura e o uso de tornozeleira eletrônica.

Em nota oficial, a Câmara afirmou que não é alvo das investigações. Segundo o presidente da Casa, Leandro Caramalac (PSD), o Legislativo seria vítima de “empresas externas que participaram de processos licitatórios e que supostamente cometeram fraudes”. Ainda de acordo com ele, as empresas posteriormente investigadas já não prestam serviços ao Parlamento municipal.

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As apurações sobre possíveis irregularidades em contratos da administração municipal resultaram em pelo menos três operações de busca e apreensão, além de prisões realizadas entre 2024 e 2025. Até o momento, ao menos 20 pessoas foram denunciadas à Justiça.

De acordo com as investigações, haveria um esquema de contratação de empresas mediante pagamento de propina, envolvendo cerca de R$ 16,5 milhões em contratos de obras públicas, com suposto revezamento entre as empresas beneficiadas. A decisão sobre a eventual abertura de CPI deverá ocorrer após a análise completa dos documentos pelos vereadores.

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