A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) aprovou, nesta terça-feira (7 de abril de 2026), a convocação formal do presidente do Banco de Brasília (BRB), Nelson Souza, do secretário de Economia do DF, Valdivino Oliveira, e do secretário adjunto Daniel Izaías de Carvalho. A medida foi tomada após os gestores recusarem um convite prévio para comparecer ao colegiado na mesma data, o que gerou forte reação dos parlamentares.
A decisão de converter o convite em convocação — o que torna o comparecimento obrigatório, sob risco de medidas judiciais — foi impulsionada pelo presidente da CCJ, deputado Thiago Manzoni (PL). Segundo as fontes, Manzoni classificou a ausência como um “desrespeito ao cidadão do Distrito Federal”, afirmando que havia um compromisso público de presença que não foi honrado. Os requerimentos de convocação foram aprovados com os votos favoráveis de Manzoni, Fábio Felix (PSOL) e Chico Vigilante (PT), enquanto os deputados Robério Negreiros (Podemos) e Iolando (MDB) votaram contra.
O objetivo central da convocação é obter esclarecimentos sobre a situação financeira do BRB e critérios de governança em decisões recentes. Entre os pontos de maior preocupação citados pelos deputados estão:
- Operações com o Banco Master: Investigações apontam movimentações bilionárias sob suspeita de gestão fraudulenta.
- Investimento na Reag: O deputado Chico Vigilante mencionou a compra de R$ 1,5 bilhão em ativos dessa empresa após a operação “Carbono Oculto”, que apura ligações com o crime organizado.
- Classificação de Risco: A agência Moody’s rebaixou a nota do banco, apontando risco de calote em seus compromissos.
- Atraso em Balanços: O banco não divulgou o balanço de 2025 no prazo legal.
Em justificativa enviada por ofício, o presidente do BRB, Nelson Souza, afirmou que a instituição está realizando auditorias internas e forenses, o que exigiria cautela em manifestações públicas no momento. Por outro lado, a Secretaria de Economia informou que não havia sido formalmente notificada e que não vê impedimentos para o comparecimento.
Embora a governadora Celina Leão já tenha adotado medidas como o afastamento de dirigentes, os distritais enfatizam que a sociedade exige respostas claras sobre o patrimônio público. A nova data da audiência ainda será definida, mas parlamentares como Chico Vigilante já solicitaram que o encontro ocorra no plenário da Casa para garantir maior transparência.























