Distrito Federal

Contradição pública expõe desgaste político de Celina Leão e fragiliza sua pré-campanha ao Buriti

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A semana política no Distrito Federal ganhou novos contornos após o governador Ibaneis Rocha (MDB) confirmar, de maneira direta e sem ambiguidades, a existência do projeto Zona Verde iniciativa que prevê a cobrança por estacionamentos públicos em Brasília. A fala do governador desmentiu frontalmente a vice-governadora Celina Leão (PP), que dias antes havia classificado como “fake news” qualquer menção à existência do programa.

Ibaneis afirmou que o projeto está pronto há mais de um ano, com aval do Tribunal de Contas do DF, e explicou que sua implementação só não avançou porque o governo ainda não concluiu a expansão do BRT nas saídas Sul e Norte. A declaração contrasta de forma dura com o vídeo gravado por Celina, que negava categoricamente a elaboração do estudo e tentava descolar o governo de qualquer intenção de cobrar pelo uso de vagas públicas.

Negação pública e desmentido oficial: um erro político de grandes proporções

Para Celina, pré-candidata ao GDF em 2026, o episódio representa muito mais do que um simples desencontro de comunicação: trata-se de um desgaste político que poderia ter sido evitado. Ao negar um projeto documentado, aprovado e já regulamentado desde 2022, a vice-governadora assumiu uma posição insustentável, que ruiria poucos dias depois diante da confirmação do próprio governador.

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A contradição expõe uma fragilidade grave na construção de sua imagem pública. Enquanto Ibaneis tratou o tema com naturalidade, explicando que aguarda condições técnicas para avançar, Celina optou por uma estratégia que agora se volta contra ela: chamar de fake news algo que estava registrado, autorizado para licitação em 2024 e amplamente conhecido dentro da própria estrutura do governo.

Celina sob pressão: narrativa ruída e confiabilidade em xeque

O episódio lança dúvidas sobre a coerência da vice-governadora e sobre sua capacidade de conduzir debates complexos em uma eventual campanha ao Buriti. Ao negar informações oficiais e depois ser desmentida pelo chefe do Executivo, Celina sofre um desgaste que atinge diretamente seu discurso político  especialmente em um momento em que tenta ampliar sua base de apoio para 2026.

Mais que isso, o caso sugere um desconforto interno no comando do DF. A falta de alinhamento público com o governador gera a impressão de desorganização e improviso, problemas que adversários certamente explorarão com intensidade.

Ibaneis assume o desgaste; Celina tenta fugir do tema

Enquanto Celina buscou blindagem política ao negar o projeto, Ibaneis assumiu a narrativa sem rodeios. Disse que a oposição explora o assunto por oportunismo eleitoral e que a cobrança por estacionamento é inevitável para organizar o trânsito e reduzir o uso indiscriminado do carro. Também ressaltou que a falta de vagas prejudica o comércio, levando inclusive ao fechamento de lojas.

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A clareza do governador, contrastada com a negação de sua vice, amplia o ruído e expõe Celina a um constrangimento público raro.

Conclusão: um tropeço que pode custar caro em 2026

Em um cenário político cada vez mais sensível à transparência, a vice-governadora pode ter cometido um erro estratégico de grande impacto. Negar o que é público, regulamentado e institucionalmente aprovado e, depois, ver a própria autoridade máxima do governo confirmar tudo, enfraquece sua credibilidade e oferece munição valiosa a seus adversários.

A poucos meses de iniciar a pré-campanha de fato, Celina Leão enfrenta agora não apenas a desconfiança dos eleitores, mas também o desafio de reconstruir a própria narrativa  algo sempre mais difícil quando o desgaste vem de dentro do próprio governo.

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