A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Saúde da Assembleia Legislativa de Mato Grosso pretende solicitar informações oficiais sobre a morte de um servidor do setor de Tecnologia da Informação (TI) da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT), após receber relatos de que o profissional teria cometido suicídio neste ano.
A informação foi revelada pelo presidente da CPI, deputado estadual Wilson Santos (PSD), durante entrevista ao programa A Notícia de Frente, da TV Vila Real. Segundo o parlamentar, a comissão recebeu de forma anônima documentos e denúncias que apontam para a necessidade de aprofundar a investigação sobre o caso.
De acordo com Wilson Santos, uma das informações encaminhadas à CPI relata que o responsável pela área de Tecnologia da Informação da SES-MT teria tirado a própria vida por volta do mês de março. O deputado ressaltou que a comissão ainda não dispõe de detalhes sobre as circunstâncias da morte, mas considera importante obter esclarecimentos oficiais.
“Tem chegado muitas informações, documentos à CPI, a maioria de forma anônima, e uma das informações anônimas que nos chegou é de que o responsável pela TI da Secretaria de Saúde, neste ano, suicidou-se, mais ou menos nesse período agora, de março”, declarou o parlamentar.
A revelação ocorre em meio às investigações da CPI sobre supostas irregularidades na gestão da saúde estadual, incluindo questionamentos relacionados a um possível ataque hacker que teria atingido sistemas da secretaria e provocado a perda de documentos ligados à administração do ex-secretário de Saúde, Gilberto Figueiredo.
Durante a entrevista, Wilson Santos também acusou a SES-MT de dificultar o acesso da comissão a informações consideradas essenciais para o andamento das apurações. Segundo ele, há resistência por parte de integrantes da gestão anterior em colaborar com os trabalhos da CPI.
O deputado citou ainda o ex-secretário Gilberto Figueiredo, afirmando que ele declarou publicamente estar à disposição para prestar esclarecimentos, mas que ainda não compareceu à comissão após receber convite formal.
“O ex-secretário Gilberto deu uma entrevista dizendo que estava completamente à disposição da CPI, não tinha medo nenhum de comparecer. No dia seguinte eu fiz o ofício, em nome da Presidência da CPI, fazendo convite a ele comparecer. Tem mais de mês e ele não compareceu”, afirmou.
Diante da ausência, Wilson Santos defendeu que a CPI avance para a convocação formal do ex-secretário, medida que obrigaria seu comparecimento para prestar depoimento.
A Secretaria de Estado de Saúde ainda não se manifestou sobre as declarações do parlamentar nem sobre as informações relacionadas ao servidor da área de TI. A CPI deve encaminhar pedidos oficiais de esclarecimentos nos próximos dias para apurar as circunstâncias do caso e verificar eventual relação com os fatos investigados pela comissão.






















