esclarecer denúncia

Deputado aponta “escândalo” e articula CPI para investigar acordo de R$ 308 milhões com a Oi em MT

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O deputado estadual Lúdio Cabral (PT) anunciou nesta quarta-feira (4), durante evento em Várzea Grande, que estuda a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar um suposto acordo firmado entre o Governo de Mato Grosso e a empresa Oi, no valor de R$ 308 milhões.

A movimentação ocorre após o ex-governador Pedro Taques (PSB) percorrer, na terça-feira (3), os gabinetes de parlamentares na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) apresentando denúncia relacionada à negociação. Segundo Taques, empresas ligadas a parentes do governador Mauro Mendes (União Brasil) e do deputado federal licenciado Fábio Garcia (União Brasil) teriam sido beneficiadas pelo acordo.

De acordo com Lúdio Cabral, o conteúdo apresentado é considerado consistente e exige posicionamento do Legislativo estadual.
“Desde a semana passada começamos a analisar o conteúdo da denúncia. É muito consistente, e a Assembleia precisa se posicionar. Não dá para fingir que não existe um escândalo grave envolvendo essa negociação com a Oi”, declarou o parlamentar.

Como primeira medida, o deputado pretende convocar autoridades do governo para prestar esclarecimentos, entre elas o procurador-geral do Estado, Francisco de Assis da Silva Lopes; o secretário-chefe da Casa Civil, Fábio Garcia; e o secretário de Fazenda, Rogério Gallo.

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Lúdio afirmou que não descarta protocolar o pedido de CPI caso haja ambiente político favorável. Para a instalação da comissão, são necessárias ao menos oito assinaturas de deputados estaduais.
“Havendo um ambiente favorável, não descarto apresentar um requerimento de CPI. Vamos avaliar o clima entre os deputados na próxima sessão”, disse.

O parlamentar também destacou que o cenário eleitoral pode influenciar a correlação de forças dentro da Assembleia, mas garantiu que a discussão sobre a viabilidade da CPI deve começar já na sessão da próxima quarta-feira (11), em diálogo com os demais deputados.

Segundo ele, independentemente da criação da comissão parlamentar de inquérito, as convocações de autoridades devem ocorrer com rapidez para que a ALMT se manifeste oficialmente sobre as denúncias apresentadas.

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