Corrupção

Diretora e servidores podem ser ouvidos pela Justiça em ação por desvios de R$ 12 milhões no HRMS

Hospital Regional de Mato Grosso do Sul. (Arquivo, Jornal Midiamax)

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Ex-diretor e empresários são réus por ‘compras fakes’ de insumos

A Justiça pode ouvir diretora e servidores do HRMS (Hospital Regional de Mato Grosso do Sul) em ação de improbidade administrativa contra o ex-diretor, Rehder Batista dos Santos, que está preso.

Na ação, além de Rehder, o MPMS (Ministério Público de MS) denunciou três empresários: Aurélio Nogueira Costa, Clarice Alovisi Costa e Claudenir Donizete Comisso.

Eles foram denunciados em ação que aponta conluio do ex-diretor com empresários para desviar dinheiro público através de ‘compras fake’. A ação de improbidade administrativa é movida, desde 2023, pelo MPMS (Ministério Público de MS), que apontou emissão fraudulenta de 45 notas fiscais simuladas, entre 2016 e 2019.

 

Agora, a defesa de Rehder se manifestou no processo solicitando três tipos de prova: documental, pericial e testemunhal.

Assim, apresentou lista de possíveis testemunhas para serem arroladas no processo e ouvidas na Justiça para depor para a defesa de Rehder:

  • Everton Teixeira, (Advogado– Servidor Procurador do HRMS);
  • Luciene Gamarra Esni, (Enf. Servidora do HRMS, cedida ao Hemosul);
  • Cleusa Aranda (Téc. Enfermagem Servidora do HRMS);
  • Breno Mendes Couto, (Assessoria da Diretoria Financeira -Servi-dor do HRMS);
  • Luiz Carlos David dos Santos, (Assessoria da Diretoria Adminis-trativa -Servidor do HRMS);
  • Luiza Alves (Médica- Diretora Técnica Assistencial -Servidora do HRMS);
  • Daniel Isac Torres (Funcionário do Almoxarifado Servidor Pro-curador do HRMS
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Agora, a Justiça vai analisar se defere o pedido. Caso as testemunhas listadas sejam arroladas, elas são obrigadas a comparecer em juízo para serem ouvidas sobre o caso.

Além disso, a defesa do ex-diretor solicitou uma série de documentos que comprovariam sua Inocência. Por fim, também solicitou ao juiz Ariovaldo Nantes Corrêa, responsável pelo caso, a produção de prova pericial “para a verificação de fatos que demandem conhecimento técnico-especializado, imprescindível à adequada formação do convencimento judicial quanto à legalidade dos atos praticados pelos requeridos”.

Juiz negou bloqueio de bens

Ao negar pedido do MP para bloquear em até R$ 12 milhões os bens dos acusados, o juiz alegou que o pedido de bloqueio foi negado por não haver indícios de que o acusado possa frustrar possível ressarcimento dos valores aos cofres públicos. “Não se vislumbra a presença do perigo de dano ou risco ao resultado útil do processo, haja vista que não restaram demonstrados quaisquer atos dos requeridos tendentes a frustrar futura execução de possível sentença condenatória“, diz trecho do documento.

Hospital Regional de Mato Grosso do Sul. (Madu Livramento, Midiamax)

 

Conforme a denúncia, Rehder agiu em conluio com três empresários de produtos hospitalares para fazer compras fake, ou seja, de produtos que nunca chegaram ao hospital.

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Para os promotores do MP, no período de 3 de novembro de 2016 a 16 de dezembro de 2019, em 38 ocasiões, Rehder desviou os R$ 12 milhões do HRMS, “testando falsamente o recebimento, dissimulando a baixa e propiciando pagamentos por produtos jamais entregues ao Hospital Regional de Mato Grosso do Sul – HRMS”, diz trecho da denúncia.

Ambas as partes já informaram que pretendem arrolar testemunhas para serem ouvidas. O juiz ainda não marcou data para audiência.

Como o grupo desviava o dinheiro

De acordo com apuração do MP, Rehder autorizava a compra dos produtos e mandava seus subordinados atestarem o recebimento dos materiais que nunca chegaram.

Após isso, emitia ordens de pagamento para enviar o dinheiro aos empresários. Para tentar despistar os desvios do sistema, Rehder promovia a falsa ‘baixa’ dos itens.

O MP reforça que “Formalmente oficiado, o Hospital Regional também destacou, após levantamento interno, que estes produtos jamais deram entrada naquele hospital público, e muito menos foram destinados ao uso dos pacientes”.

Por fim, pediu o bloqueio dos bens para garantir possível ressarcimento aos cofres públicos.

JORNAL MIDIAMAX

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