saneamento básico

Governo Riedel propala um ‘MS próspero’ que tem 42% dos domicílios sem acesso à rede de esgoto

publicidade

O contraste de um item fundamental, como o saneamento básico de um povo, com alcance de pouco mais da metade da população de Mato Grosso do Sul, choca-se com o que o governador Eduardo Riedel propala, de um Estado pujante e prospero para todos. A exaltação do ‘estado de vida’, vem sempre em fala de Riedel, em eventos e viagens a divulgar MS, como fez pela Ásia, por quase 15 dias, neste mês. Mas, dados nesta desta sexta-feira (22), mostram o outro lado não exposto ou até maquiado para ficar escondido.

O Estado, rico na economia do Agronegócio, tem 58% das residências, possuindo rede geral ou pluvial de esgoto, até final de 2024. MS tem mais de um terço de domicílios sem acesso, ou seja, 42% das casas, sem o esgotamento sanitário. O acesso à rede de esgoto em MS, tem crescido, mas ainda distante do ideal e com pouca diferença dos dois últimos anos. Em 2023, eram 42,7% das residências sem acesso ao esgotamento sanitário, seja por rede geral ou fossa ligada à rede.

Leia Também:  Riedel e Azambuja rifam Bolsonaro e deixam Nelsinho na banguela

MS fica bem abaixo da média nacional de 70% e mesmo na região Centro Oeste (Goiás e Mato Grosso), que tem 63%, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), divulgados no levantamento “Características gerais dos domicílios e dos moradores 2024”, que compõe a PNAD Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios).

Assim, dos mais de 1 milhão de residências sul-mato-grossenses, apenas 627 mil possuíam rede de esgotamento. Em 2024, 63,7% dos domicílios continham banheiro, sanitário ou buraco para dejeções com acesso à rede de esgoto, sendo 58% com rede geral ou pluvial, e 5,7% com fossa séptica ligada à rede. Entre os outros 36,3%, há domicílios com fossa séptica não ligada à rede (17,8%), ou com outro tipo não especificado (18,5%).

Pior na zona rural

A diferença entre a área urbana e rural é enorme: enquanto a urbana tem 69,3% das moradas com acesso à rede, apenas 3,1% na área rural possuem o recurso.

No entanto, os números têm crescido em comparação aos anos anteriores. Em 2019, o número total de domicílios com esgotamento sanitário era de 51,4%; em 2022, subiu para 57,4%; em 2023, teve declínio mínimo para 57,3%; e atingiu 63,7% no ano passado.

Leia Também:  Sem previsão legal, Assembleia de MS paga moradias de luxo para deputados

A média brasileira em 2024 foi de 70,4%. No entanto, há uma diferença grande entre as regiões: enquanto o Norte (31,2%) e o Nordeste (51,1%) possuem baixos índices, o Sudeste (90,2%) e o Sul (70,2%) têm altos números de domicílios com acesso à rede de esgoto.

Já o Centro-Oeste têm percentual ligeiramente superior ao de Mato Grosso do Sul, com 63,8%.

COMENTE ABAIXO:

Compartilhe essa Notícia

publicidade

publicidade

publicidade

Previous slide
Next slide

publicidade

Previous slide
Next slide