FAKE NEWS

Jornalista que gravou esquema de corrupção em MS e emissora são condenados em R$ 100 mil por notícia falsa

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Reportagem veiculada em 2023 acusou empresa de estar na mira da polícia, o que não aconteceu

 

O apresentador Eleandro Passaia e a Record foram responsabilizados judicialmente e condenados a pagar uma indenização de R$ 100 mil a uma empresa que foi alvo de uma informação falsa divulgada em abril de 2023.

Na ocasião, durante uma reportagem que abordava queixas de moradores contra a administradora Villa Nova Assessoria Condominial, Passaia afirmou que a empresa estava “na mira da polícia”. Entretanto, a informação era inverídica.

“No sonho da casa própria se transforma em um pesadelo aqui em São Paulo. Agora vamos falar sobre uma administradora que, infelizmente, está na mira da polícia”, disse ele, durante o programa Balanço Geral Manhã.

A empresa entrou na justiça contra o apresentador e a emissora do Bispo Edir Macedo afirmando que tudo não passava de fake News. Em sua defesa, Passaia argumentou que não mencionou o nome da administradora e que apenas fez uma exposição dos fatos, sem a intenção de prejudicar ou desonrar a empresa. Ele afirmou também que a informação de que a empresa estava “na mira da polícia” tinha sido fornecida por jornalistas que trabalharam como produtores da reportagem, mas disse não saber identificar quem eram esses profissionais.

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No entanto, o juiz Lincoln de Moura não acatou a argumentação apresentada. “Não foi apresentada nenhuma prova que sustentasse a existência de um inquérito policial ou qualquer outra medida que embasasse a informação de que a administradora estava na mira da polícia”, declarou ele em sua decisão.

O juiz reconheceu que a reportagem causou um significativo dano à honra da empresa e, por isso, determinou que tanto o apresentador quanto a emissora pagassem uma indenização de R$ 100 mil, com acréscimo de juros e correção monetária. Passaia e a Record ainda têm o direito de recorrer da decisão.

Jornalista gravou esquema de corrupção em MS

Conhecido em MS pela gravação realizada em 2010, Passaia filmou o ex-deputado e então 1° secretário da Assembleia Legislativa, Ary Rigo (PSDB), detalhando um suposto pagamento de propina a autoridades estaduais. Ary Rigo morreu em 2021.

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A gravação teria ocorrido em 12 de junho daquele ano, em hotel em Maracaju, distante 163 quilômetros da Capital. Nela, Ary Rigo explicava como seria a distribuição de propina — supostamente advinda do duodécimo da Assembleia — a autoridades do alto escalão do Estado, como o governador à época, André Puccinelli (MDB), membros do Tribunal de Justiça e até o ex-procurador-geral de Justiça, Miguel Vieira.

Em um dos trechos, entregues por Passaia à Polícia Federal, o ex-deputado conta que o Legislativo ‘devolveria’ dinheiro ao governador, narrando que o valor teria subido de R$ 2 milhões para R$ 6 milhões.

Rigo se queixou que o aumento teria ocasionado corte de pagamentos supostamente feitos a desembargadores e ao MPMS. O material registrado por quatro meses, sob orientação da Polícia Federal, revelou suposto pagamento de propina ao então prefeito de Dourados, Ari Artuzi — que acabou expulso do PDT — municiou a Operação Uragano, que levou prefeito, secretários e vereadores à prisão.

(Por Marcus Moura)

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