A governadora do Distrito Federal, Celina Leão, sofreu mais uma derrota judicial ao ter negado, pela segunda vez, o pedido de nova perícia em áudios que embasam a ação de improbidade administrativa derivada da Operação Drácon. A decisão reacende questionamentos sobre a estratégia adotada por sua defesa e prolonga o desgaste político em torno de um caso que se arrasta há quase uma década.
Insistência sem novos elementos
A tentativa reiterada de submeter o material a uma nova análise técnica foi vista pela Justiça como uma iniciativa sem base concreta. A defesa buscava levantar dúvidas sobre a integridade das gravações entregues pela ex-deputada Liliane Roriz, alegando possíveis manipulações e supressões de conteúdo.
No entanto, o pedido esbarrou na ausência de fatos novos — um ponto central destacado pelo magistrado. A insistência, sem a apresentação de elementos técnicos inéditos, reforça a percepção de uma estratégia mais voltada a postergar o andamento do processo do que a efetivamente contestar provas já consolidadas.
Provas já validadas
Outro aspecto que pesou contra a governadora foi o fato de que os áudios já passaram por perícia oficial da Polícia Civil do Distrito Federal, que atestou sua autenticidade. Ao ignorar esse histórico técnico, a nova investida da defesa acabou sendo interpretada como redundante.
Além disso, o Judiciário já havia rejeitado pedido semelhante anteriormente, o que evidencia uma linha de defesa repetitiva e pouco eficaz até o momento.
Desgaste político persistente
Embora Celina Leão tenha sido absolvida da acusação de corrupção passiva em 2025, o prosseguimento da ação de improbidade mantém o caso vivo no cenário político do Distrito Federal. A sucessão de decisões desfavoráveis contribui para prolongar o desgaste da imagem da governadora, especialmente em um momento em que sua gestão enfrenta cobranças em outras áreas.
A manutenção das provas pela Justiça também reforça a relevância dos elementos colhidos na investigação original, contrariando a tentativa de desqualificação do material por parte da defesa.
Silêncio da governadora
Até agora, a assessoria da governadora não se pronunciou sobre a nova decisão. O silêncio, somado às derrotas judiciais consecutivas, tende a alimentar críticas sobre a condução do caso e a transparência diante da opinião pública.
Com o processo ainda em curso, o episódio segue como um fator de pressão política e jurídica para o Palácio do Buriti, mantendo a Operação Drácon como um tema sensível na trajetória de Celina Leão.




















