TCU mantém condenação ao Iges-DF e expõe falhas no instituto criado pelo governo Ibaneis Rocha e Celina Leão

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A decisão do Tribunal de Contas da União de manter a condenação do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (Iges-DF), com prejuízo estimado em quase R$ 78 milhões, lança uma sombra direta sobre o modelo de gestão implementado pelo governo do governador Ibaneis Rocha e da vice-governadora Celina Leão. 

Criado com a promessa de dar mais agilidade e eficiência à saúde pública, o instituto agora se vê associado a falhas estruturais, desperdício de recursos e dificuldades persistentes na prestação de serviços à população. 

Relator do processo, o ministro Bruno Dantas foi direto ao rejeitar o recurso do instituto, destacando que a tentativa de reverter a condenação não apresentou elementos novos e buscou apenas rediscutir pontos já comprovados em auditorias. O argumento de que o TCU não teria competência para fiscalizar o Iges-DF também foi afastado, diante dos cerca de R$ 700 milhões em recursos federais repassados ao longo dos anos. 

Rotatividade e gestão sob questionamento 

Entre os pontos mais críticos levantados pelo tribunal está a chamada “rotatividade excessiva” de pessoal. O Iges-DF realizou sucessivos processos seletivos para as mesmas funções em intervalos curtos, o que, segundo o TCU, revela falhas graves de planejamento e gestão de recursos humanos. 

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Na prática, esse cenário indica instabilidade administrativa e baixa capacidade de retenção de profissionais, fatores que comprometem a continuidade e a qualidade dos serviços prestados. Para especialistas, a repetição constante de contratações e desligamentos levanta questionamentos sobre a eficiência do modelo adotado e sobre os critérios utilizados na gestão de pessoal. 

Prejuízos milionários 

Além dos problemas administrativos, o tribunal apontou danos financeiros expressivos: 

  • Cerca de R$ 76 milhões em contratos de alimentação hospitalar considerados irregulares; 
  • Aproximadamente R$ 1,6 milhão em despesas classificadas como desnecessárias com água e esgoto. 

Os números reforçam a avaliação de fragilidade nos mecanismos de controle e na execução orçamentária do instituto. 

Impacto direto na população 

As falhas de gestão não ficaram restritas ao campo administrativo. Auditorias em Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) identificaram escalas médicas incompletas e até ausência de profissionais em determinados turnos. 

O resultado é sentido diretamente pela população, que enfrenta longas esperas e incerteza quanto ao atendimento, um contraste evidente com a promessa inicial de maior eficiência. 

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