Força tarefa* com a PF-MS (Polícia Federal em MS), a Receita Federal e o MPF-MS (Ministério Público Federal em MS), deflagraram na manhã desta sexta-feira (3), a operação ‘Ligação Familiar’, com objetivo de desarticular e apurar esquema de descaminho (contrabando) de eletrônicos de alto valor e lavagem de dinheiro no Mato Grosso do Sul. Investigação seria a grupo de empresas situado em Campo Grande e em Ribas do Rio Pardo.
Conforme a PF-MS, que divulgou a ação, estão sendo cumpridos 10 mandados de busca e apreensão no Estado, expedidos pela Justiça competente, sob investigação de uso de empresas para internalizar celulares e movimentar cerca de R$ 290 milhões em MS, nos últimos cinco anos. Assim, os investigados responsáveis poderão responder pelos crimes de Descaminho e de Lavagem de Dinheiro.
“As investigações identificaram pessoas jurídicas vinculadas entre si que promoviam a introdução irregular de mercadorias de procedência estrangeira no território nacional, sobretudo celulares, e a posterior ocultação e dissimulação da origem dos valores. Foram mapeadas movimentações financeiras atípicas que totalizam cerca de R$ 290 milhões”, aponta a PF-MS
Assim, a investigação aponta que o grupo atua na comercialização (contrabando) de mercadorias de procedência estrangeira introduzidas irregularmente em território nacional, em especial, celulares de alto valor agregado.
Ligação familiar ‘comercial’
Conforme a PF, a investigação constatou que pessoas jurídicas, vinculados a um grupo de irmãos e a amigos próximos, foram constituídas (criada) com o propósito principal de conferir aparência de legalidade a atividades ilícitas.
“Entre as principais características observadas nas empresas, destaca-se a emissão de notas fiscais inidôneas (conhecidas como notas fiscais frias), que teriam sido utilizadas com o objetivo de acobertar a comercialização e o transporte de mercadorias descaminhadas, seja por transportadoras, seja por meio dos Correios”, justifica a Rreceita.
Segundo a denúncia, no período de janeiro de 2020 a abril de 2025, essas empresas emitiram mais de R$ 18 milhões em notas fiscais de vendas e, de acordo com a análise bancária, realizaram movimentações financeiras que totalizam cerca de R$ 290 milhões
“As informações fiscais dos sócios dessas empresas apontam indícios de movimentação financeira incompatível, ocultação de renda e patrimônio, enriquecimento ilícito, além de outros indícios de fraudes tributárias”.
Força Tarefa *
Participam da operação 29 policiais federais, 14 Auditores-Fiscais e 16 Analistas-Tributários da Receita Federal.




















