Operação Conexão Bahia prende 14 suspeitos e desmonta esquema de adulteração e revenda interestadual, entregadores estavam entre as principais vítimas
A Polícia Civil do Distrito Federal prendeu 14 pessoas e cumpriu 20 mandados de busca e apreensão nesta terça-feira (18/11) durante a Operação Conexão Bahia, que desmantelou uma organização criminosa dedicada ao furto, adulteração e revenda de motocicletas roubadas no DF.
O grupo atuava desde 2024, com base em regiões como Recanto das Emas, Ceilândia, Gama, Itapoã, Taguatinga e Santa Maria. A moto mais furtada era a Honda CG 160, bastante usada por entregadores.
Esquema de adulteração e falsificação
Após os furtos, as motos eram levadas para depósitos clandestinos, onde placas, chassis e outros sinais identificadores eram adulterados. Paralelamente, núcleos em Guarulhos (SP) e Valparaíso (GO) produziam CRLVs falsos e até realizavam consultas veiculares clandestinas, permitindo que os veículos adulterados circulassem com aparência regular.
Com a documentação fraudada, as motocicletas eram enviadas para cidades do interior da Bahia, como Correntina, Carinhanha e Santa Maria da Vitória, onde receptadores e financiadores mantinham o fluxo de compras.
Prejuízo e impacto para as vítimas
A PCDF estima que o grupo tenha furtado e adulterado cerca de 150 motos em dois anos, movimentando mais de R$ 1,1 milhão por meio de contas de laranjas. Entregadores de aplicativo foram as principais vítimas da quadrilha.
Durante a operação, foram apreendidas motos adulteradas, placas falsas, documentos ilegais, celulares e comprovantes de transações financeiras.
Ação integrada
Segundo a PCDF, a operação representou um golpe decisivo contra a rede criminosa interestadual, atingindo responsáveis pelos furtos, pela falsificação e pela receptação dos veículos. As investigações continuam para identificar novos envolvidos e rastrear toda a cadeia do esquema.
























