O Pauta Diária publicou no início da noite desta quarta-feira (8), mais uma notícia sobre o escândalo de corrupção na Prefeitura de Bonito. Mostramos que “Prefeito está à ‘disposição das autoridades’, mas se cala e não afasta ou exonera servidores presos por denúncia de corrupção”. O fato mudou algo, mas pouco, nesta quinta-feira (9), com o chefe do Executivo designando as funções vagas, servidores ‘da Casa’ para os cargos, mas não exonerou os então titulares, cargos de confianças, que foram presos na Operação ‘Águas Turvas’ do MPMS (Ministério Público de MS).
Conforme nota da gestão do prefeito Josmail Rodrigues (PL), ele designou, via Diário Oficial, substitutos interinos, mas não fez a exoneração dos quatro presos. Servidores assumiram as funções vagas após as ‘Águas Turvas’, realizada na última terça-feira, quando o Secretário de Finanças e três responsáveis por contratos e licitações da prefeitura foram levados a cadeia pelo Gecoc (Grupo Especial de Combate à Corrupção).
Elcio da Silva Casanova, ocupante do Cargo de Assessor Especial de Gabinete, passa a responder, interinamente, pela Secretaria Municipal de Administração e Finanças. Já enquanto Jander Claro Cruz será, interinamente, Tesoureiro do Município.
O Gecoc prendeu quatro pessoas e cumpriu 15 mandados de busca e apreensão em operação que investigado esquema de corrupção e fraude em licitações na Prefeitura, que já chegariam a R$ 5 milhões, desde 2021, primeira gestão de Josmail. Foram presos o secretário de Finanças, Edilberto Cruz; a responsável pelo setor de licitações, Luciane Cintia Pazette, esposa de um vereador da cidade. E também Carlos Henrique Sanches Corrêa, setor contratos, e, o empreiteiro Genilton Moreira.
O caso – quadrilha nas licitações
O Gecoc realizou operação para investigar uma possível organização criminosa que fraudava licitações, praticando corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro, dentre outros delitos correlatos na Prefeitura de Bonito.
A ação do MPE-MS aponta que “A investigação constatou a existência de uma organização criminosa que atua fraudando, sistematicamente, licitações de obras e serviços de engenharia no Município de Bonito, desde 2021.
Segundo a investigação “são inúmeras licitações fraudadas mediante simulação de concorrência e previsão de exigências específicas estipuladas para direcionar o objeto do certame às empresas pertencentes ao grupo criminoso”, destacou nota do MPMS.
“O papel dos agentes públicos, em conluio com os empresários, consistia em fornecer informações privilegiadas e organizar a fraude procedimental, com vistas ao sucesso do grupo criminoso, em contrapartida a constantes recebimentos de vantagens indevidas. O valor dos contratos apurados até o momento atinge o valor de R$ 4.397.966,86”, informou o MPMS.
Nome operação
“Águas Turvas”, termo que dá nome à operação, faz alusão a algo que perdeu a transparência ou limpidez, e contrasta com a imagem do Município de Bonito, reconhecido por suas belezas naturais e águas cristalinas, que, contudo, vêm sendo maculado pela atuação ilícita dos investigados.





















