O prefeito de Bonito, Josmail Rodrigues (PL), até mandou redigir nota publica, se colocando à ‘disposição das autoridades’ sobre fato de ontem cedo, com seu “Secretário de Finanças e responsáveis por contratos e licitações da prefeitura, presos em Operação do MPE-MS”, como o Pauta Diária noticiou. Mas, o gestor se cala até momento sobre o assunto em si e não fez nada de concreto na administração, como, ao menos, afastar ou exonerar os quatros servidores pegos por denúncia de corrupção.
Veja abaixo, nota da prefeitura de Josmail Rodrigues, que manteve nos cargos os servidores presos ontem, após ‘Operação Águas Turvas”, do Gecoc (Grupo Especial de Combate à Corrupção), no MPMS. É investigado esquema de corrupção e fraude em licitações na Prefeitura, que já chegariam a R$ 5 milhões. Foram presos, o secretário de Finanças, Edilberto Cruz; a responsável pelo setor de licitações, Luciane Cintia Pazette, esposa do vereador,; e, Carlos Henrique Sanches Corrêa, do setor de Contratos.
Assim, passado um dia, após prisão dos responsáveis da “área do dinheiro”, o prefeito continua calado e mantém servidores nos cargos ante possíveis crimes que ocorreriam a quatro anos, desde a primeira gestão de Josmail Rodrigues. Ele aumenta a lista ante como o Pauta Diária noticiou a seis dias, que “Gaeco investiga corrupção em pelo menos 11 prefeituras de MS só em 2025”.
No diário oficial do Município, publicado no site da Assomasul (Associação dos Municípios de MS), não há exoneração de servidores. A reportagem perguntou, mais de uma vez, ao prefeito sobre as providências que serão tomadas, mas não obteve resposta.
Tirar a prova
Ontem, durante a operação, o prefeito também não quis comentar o caso, dizendo apenas que aguardaria o andamento. Hoje, o chefe do Executivo e dos presos, aponta querer acesso ao Processo, para ‘tomar’ alguma decisão.
Mas, ontem no fim da noite, a prefeitura divulgou uma nota dizendo que “permanece à disposição das autoridades responsáveis para fornecer todas as informações e documentos necessários ao devido andamento das investigações”.
Após publicação oficial, a defesa do prefeito encaminhou nota à reportagem das imprensas:
“Prefeito Josmail determinou total colaboração com autoridades que cumpriram mandados de busca e apreensão; sua gestão é pautada pela ética e transparência; hoje pedirá acesso à investigação — quer se inteirar do ocorrido, para adotar providências administrativas que se revelem necessárias; os servidores e prestador de serviço presos estão se defendendo regularmente — todos merecem ter assegurado esse sagrado direito, inclusive o de serem tratados como inocentes”.
O caso – quadrilha nas licitações
O Gecoc constatou uma organização criminosa que fraudava licitações, praticando corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro, dentre outros delitos correlatos.
A ação do MPE-MS aponta que “A investigação constatou a existência de uma organização criminosa que atua fraudando, sistematicamente, licitações de obras e serviços de engenharia no Município de Bonito, desde 2021. São inúmeras licitações fraudadas mediante simulação de concorrência e previsão de exigências específicas estipuladas para direcionar o objeto do certame às empresas pertencentes ao grupo criminoso”, destacou.
“O papel dos agentes públicos, em conluio com os empresários, consistia em fornecer informações privilegiadas e organizar a fraude procedimental, com vistas ao sucesso do grupo criminoso, em contrapartida a constantes recebimentos de vantagens indevidas. O valor dos contratos apurados até o momento atinge o valor de R$ 4.397.966,86”, informou.
Nome operação
“Águas Turvas”, termo que dá nome à operação, faz alusão a algo que perdeu a transparência ou limpidez, e contrasta com a imagem do Município de Bonito, reconhecido por suas belezas naturais e águas cristalinas, que, contudo, vêm sendo maculado pela atuação ilícita dos investigados.























