Corrupção

Quatro são presos em Operação contra corrupção e desvio milionário em Prefeitura de Bonito

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O MPMS (Ministério Público de Mato Groso do Sul) deflagrou nesta terça-feira (7), mais uma ação contra gestões municipais em MS. Desta vez, a Operação Águas Turvas, investiga esquema de corrupção e fraude em licitações na Prefeitura de Bonito, que já chegariam a R$ 5 milhões. Os crimes ocorreriam a quatro anos, desde a primeira gestão de Josmail Rodrigues (PSDB). O Pauta Diária noticiou a cinco dias, que “Gaeco investiga corrupção em pelo menos 11 prefeituras de MS só em 2025”.

Hoje, a 12ª investigação, foi ao maior recanto do Turismo Nacional e Internacional em MS, com promotores de Justiça a “turistar” pelas ruas, mas a cumprir quatro mandatos de prisão preventiva e 15 de busca e apreensão em Bonito, Campo Grande e Terenos, em MS, e, Curitiba (PR). Os quatro municípios foram alvos da ação que busca as irregularidades criminal com o prefeito, Josmail Rodrigues, reeleito no ano passado, com 73,27% dos votos.

“O cumprimento dos mandados decorre de decisão judicial proferida no bojo de procedimento que apura os crimes de organização criminosa, fraude em licitações, corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro, dentre outros delitos correlatos”, informou o MPE.

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A investigação foi realizada pelo GECOC (Grupo Especial de Combate à Corrupção) e pela 1ª Promotoria de Justiça de Bonito. O cumprimento dos 19 mandados conta com o apoio do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado).

Quadrilha nas licitações

A ação do MPE-MS aponta que “A investigação constatou a existência de uma organização criminosa que atua fraudando, sistematicamente, licitações de obras e serviços de engenharia no Município de Bonito, desde 2021. São inúmeras licitações fraudadas mediante simulação de concorrência e previsão de exigências específicas estipuladas para direcionar o objeto do certame às empresas pertencentes ao grupo criminoso”, destacou.

“O papel dos agentes públicos, em conluio com os empresários, consistia em fornecer informações privilegiadas e organizar a fraude procedimental, com vistas ao sucesso do grupo criminoso, em contrapartida a constantes recebimentos de vantagens indevidas. O valor dos contratos apurados até o momento atinge o valor de R$ 4.397.966,86”, informou.

Nome operação

“Águas Turvas”, termo que dá nome à operação, faz alusão a algo que perdeu a transparência ou limpidez, e contrasta com a imagem do Município de Bonito, reconhecido por suas belezas naturais e águas cristalinas, que, contudo, vêm sendo maculado pela atuação ilícita dos investigados.

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