Dinheiro Público

Prefeito e secretário de Ponta Porã receberam mais de R$ 100 mil em um mês

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Outras quatro integrantes do alto escalão do município receberam mais de R$ 85 mil em dezembro

O prefeito reeleito de Ponta Porã – cidade a 298 km de Campo Grande -, Eduardo Esgaib Campos (PSDB), e seu secretário de finanças Fabrício da Costa Cervieri, receberam mais de R$ 100 mil de remuneração somente no mês de dezembro.

Conforme informações oficiais do Portal da Transparência do município – que tem pouco mais de 97 mil habitantes, segundo o IBGE -, o prefeito tucano recebeu R$ 78.967,18 como remuneração mais R$ 26 mil de verbas indenizatórias não discriminadas no site oficial da transparência. Assim, a remuneração oficial ficou em R$ 104.967,18, que perfaz um total líquido de R$ 92.176,66 após os descontos.

No entanto, seu secretário de finanças conseguiu ganhar ainda mais que o ‘chefe’. Isso porque, segundo o portal da transparência, teve proventos na casa de R$ 109.321,65. Com desconto de R$ 7,5 mil, recebeu líquido um salário de R$ 101.780,27 no mês de dezembro.

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Outros integrantes do alto escalão do município também receberam valores próximos aos R$ 100 mil, confira:

  • Carlos Nobrega de Freitas (secretário-adjunto de finanças): R$ 98.444,87
  • Dulce Maria Silveira Manosso (administração): R$ 94.368,73
  • André Messias Manosso (Obras e urbanismo): R$ 85.424,13
  • Alex Ramires Frediani (adjunto de administração): R$ 85.008,42

À reportagem do Jornal Midiamax, o prefeito Eduardo Campos afirmou que todos os pagamentos seguem a legislação, foram registrados e são auditáveis.

“Gostaria de esclarecer que, no encerramento do mandato, o processo de desligamento segue normas semelhantes às de uma rescisão de contrato de trabalho. Dessa forma, recebi os valores correspondentes a um mês de salário, o 13º proporcional, as férias vencidas, 1/3 sobre essas férias – indenizadas devido à impossibilidade de usufruí-las –, além das férias proporcionais ao tempo trabalhado no último ano do mandato.

Ressalto que esses pagamentos estão integralmente previstos na legislação aplicável e seguem o mesmo padrão aplicado a todos que ocupam cargos eletivos. Todos os valores foram devidamente registrados e são auditáveis, reforçando o compromisso com a transparência na gestão pública”.

 

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