Uma mulher foi presa nesta terça-feira (24), no município de Paulista, em Pernambuco, acusada de extorquir um procurador de Justiça de Mato Grosso do Sul após ele enviar fotos íntimas acreditando conversar com uma mulher adulta.
A prisão ocorreu durante a Operação Cyber Trap, deflagrada pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), por meio da 13ª Promotoria de Justiça de Campo Grande e da UICC (Unidade de Investigação de Crimes Cibernéticos), com apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de Pernambuco.
Além do mandado de prisão, os agentes cumpriram ordem de busca e apreensão na residência da investigada. Foram recolhidos celulares e um computador, que passarão por perícia com extração de dados no Centro de Pesquisa, Análise, Difusão e Segurança da Informação (CI), com apoio técnico da equipe da UICC.
Investigação
Segundo apurado, a suspeita teria criado um perfil falso em redes sociais, se passando por menor de idade, para ganhar a confiança da vítima e obter imagens íntimas. Após receber o material, passou a exigir vantagem financeira sob ameaça de divulgar as fotos. Conforme a investigação, as imagens teriam sido expostas sem autorização.
Ela poderá responder por crimes de extorsão, falsa identidade e divulgação não consentida de conteúdo íntimo.
O procurador, que teve o nome preservado, admitiu ter enviado cinco fotos em que aparece nu para um número com DDD de São Paulo, acreditando se tratar de uma garota de programa adulta. Posteriormente, segundo relatou, passou a sofrer chantagem. Ele afirma ter reunido provas e encaminhado o material à Corregedoria do MPMS.
Paralelamente à operação, a Corregedoria do órgão instaurou procedimento interno para apurar os fatos.
Suposta denúncia envolvendo menor
Após a repercussão do caso, uma pessoa entrou em contato com a imprensa dizendo ser mãe de uma adolescente de 16 anos que estaria trocando mensagens com o procurador há cerca de dois meses. No entanto, a mulher não comprovou a identidade nem formalizou denúncia junto à polícia. Também não apresentou registros das conversas, alegando que o celular da filha teria sido quebrado.
O membro do Ministério Público nega qualquer envolvimento com menores de idade e sustenta que acreditava manter contato com uma mulher adulta. Segundo ele, toda a documentação foi entregue às autoridades competentes.
O caso foi denunciado em setembro do ano passado e segue sob investigação.





















