ROMPIMENTO

PT deve deixar governo Riedel neste mês ante apoio crítico do governador contra prisão de Bolsonaro

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A vida de membros do PT ou do partido como um todo, está cada vez mais complicada em participação no governo de Eduardo Riedel (PSDB). Os petistas devem deixar administração ainda tucana, neste mês, ante o que já vim por um fio ter acabado, nesta terça-feira (5), com crítica lá da Ásia, do governador sobre a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), decretada no início da noite de segunda-feira (4), pelo Ministro do STF, Alexandre de Moraes.

Hoje, o PT já tem maioria internamente e entre deputados da ‘base’ na ALEMS (Assembleia Legislativa de MS), para deixar o apoio oficial e assim até se tornar oposição a Riedel. O governador, sempre buscou apoio do ex-presidente, mesmo que veladamente e não explicitamente, e nunca ‘agradou’ aos petistas, com nenhum aceno ‘generoso’ ao atual Presidente Lula, que até já veio a Mato Grosso do Sul duas vezes e sempre elogiou Riedel.

O pronunciamento de Riedel, tucano de saída, com a quase extinção do PSDB, direto da Ásia, contra a prisão de Bolsonaro, voltou a movimentar a ala petista que defende a saída da base de sustentação do governo na ALEMS. Mas, ontem quase todos reagiram imediatamente à postagem ante o PT em si estar no governo Riedel, apesar de ser parte pequena da sigla em cargos. Todos ajudaram a eleger Riedel, no segundo turno, para não deixar o Estado ser governado pelo então concorrente, deputado Capitão Contar (PRTB), que é um aliado direto e raiz do Bolsonarismo.

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“Penso que, com essa manifestação do governador, chegou a hora do PT desembarcar do governo. Nossos projetos são incompatíveis”, postou o deputado Pedro Kemp, junto com uma manchete que apontava o pronunciamento de Riedel contra a prisão domiciliar.

Outros parlamentares

Agora, Kemp, recém-eleito presidente do PT de Campo Grande, que era reticente, mas não reprovava, se junta a deputada Gleice Jane (PT), que há vários meses vem defendendo que o partido saia da base de sustentação de Eduardo Riedel. A deputada federal Camila Jara, desde mesmo a entrada no governo, abdicou de participa e em si desaprova a participação oficial do PT na gestão Riedel.

Já Zeca do PT, que completa o trio de deputados do partido na base de Riedel na Assembleia, ainda não falou em sair da base.

Zeca até comentou que “O governador deveria ter o mesmo comportamento quando Lula foi perseguido e preso por Moro e sua pateta. Naquele momento se calou, como se calou seu parceiro Azambuja e muitos outros que agora clamam por anistia, se esquecendo de todo crime cometido”.

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A reportagem questionou o deputado sobre a possibilidade de deixar a base, mas ele não respondeu. Zeca nesta semana até atacou forte ou tirou sarro do aliado e padrinho de Riedel e presidente estadual do PSDB, ex-governador Reinaldo Azambuja. Ambos estão a meses em articulação e quase definitiva mudança do ninho tucano para a hostes do PL (Partido Liberal), de Bolsonaro.

Zeca e o deputado federal Vander Loubet são os responsáveis por indicarem a maioria dos cargos ocupados pelo PT no governo. O partido basicamente ocupa áreas, que fazem seu histórico, na Secretaria de Assistência Social e na de Agricultura Familiar.

Reuniões

O grupo petista se encontraria com o governador no semestre passado para falar sobre a continuidade ou não da gestão, após ele manifestar, também pela rede social, em defesa de anistia aos invasores dos prédios dos Poderes, em Brasília.

A reunião foi adiada por diversas vezes, até o presidente estadual do PT, Vander Loubert, decidir que só conversaria com Riedel após se reunir com Fábio Trad e Simone Tebet, possíveis candidatos a governador e senador.

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