A reeleição do governador Eduardo Riedel, ex-PSDB, agora filiado no PP desde ontem, pode ser comprometida, por três fatores não políticos-administrativos. A gestão do agora Progressistas, não tem identidade própria; será associado ao caos da gestão da Prefeitura de Campo Grande, com Adriane Lopes, que agora é sua presidente do PP na Capital; E por fim, diversas operações policiais e processos judiciais que envolvem a atual gestão com imbróglios recentes ou de irregularidades ou crimes do governo de seu antecessor e padrinho Reinaldo Azambuja (2015 a 2022).
O governo Riedel ainda está sem aquela marca, que cada governo visa e busca colocar como sua, principalmente em obras e projetos. Hoje, o que existe são continuidade das duas gestões do PSDB de Reinaldo Azambuja (2015 a 2022), que também abandona o ninho tucano para ir comandar o PL e bolsonaristas de Mato Grosso do Sul. As então ditas imagens e projetos Psdebistas ficaram no passado, bem como até não condizem com novas ‘marcas’, ideologia e práticas do PP.
Já no campo de bons administrados, agora, Riedel tem no seu partido, uma segunda péssima gestão da correligionária Adriane Lopes. Ela que vem de cinco anos e seis meses como vice-prefeita da Capital, somados a 2,6 que assumiu o cargo titular, com a saída em julho de 2022, do então prefeito de Marquinhos Trad,, para disputar a eleição ao Governo do Estado. Nesta terça-feira (19), até noticiamos que a “Prefeita Adriane em horário de expediente vai a ato de filiação de Riedel em Brasília visando que possa reverter caos de gestão na Capital”.
A prefeita Adriane Lopes (PP), vem enfrentando forte insatisfação da população, refletida em críticas por diversos problemas na cidade. Entre as principais reclamações estão a falta de remédios, equipamentos e profissionais nas Unidades de Saúde, ruas cheias de buracos e áreas de mato, funcionários há três anos sem reajuste salarial ante um alto aumento nos próprios salários e inchaço da Folha de Pagamento, com contratações de Comissionados. Estes que recebem muito a mais que concursados e em geral são ainda ligados a religiosidade para a administração e tem membros do alto escalão recebendo salários elevados, o que aumenta o descontentamento popular.
Desaprovação altíssima em meio ano de mandato titular
Riedel pode ser envolvido com a sua presidenta do PP municipal, tanto por ser o governador e até então não tido ações maiores para ‘ajudar’ a Capital, como agora estar com “seu partido” na gestão que tem, recentemente, em pesquisa divulgada, cerca de 70% dos entrevistados que desaprovam a forma como Adriane Lopes vem conduzindo a cidade. Isto sinaliza uma crise de confiança na administração e membros de todo o partido.
O legado negativo já até foi avaliado, segundo fontes próximas à senadora Tereza Cristina (PP), mentora política de Adriane Lopes, que essa avaliação negativa tem causado preocupação. Tereza Cristina, teme pelo desgaste politico tendo sua imagem veiculada a atual gestão assim como a reeleição do marido de Adriane, deputado Lídio Lopes.
De acordo com relatos de pessoas próximas à senadora, Tereza Cristina teria orientado a se distanciar de Adriane Lopes para evitar que a má avaliação da administração impacte nos seus projetos políticos. Essa estratégia visa proteger sua imagem e garantir melhores resultados nas urnas, como novo projeto agora de reeleger Riedel e bancada federal de quiçá mais um Senador e deputados, bem como aos Estaduais.
Assim, apesar de passar a ter o governo do Estado no PP, e oficializar a super Federação União Progressista, como aconteceu ontem, a situação atual indica um momento delicado para o grupo político, que pode precisar de ajustes para recuperar a confiança dos eleitores e evitar prejuízos nas eleições de 2026.
Fator 3: escândalos e polícia na ADM Riedel
Outro fator são as já diversas operações policiais e ações no Judiciário, envolvendo membros do governo estadual, seja no atual comando, como no que continua dos oito anos de administração de Reinaldo Azambuja.
Hoje, há investigações em curso nas áreas administrativa, da Educação, da Saúde e em denúncias já feitas na Tribuna da ALEMS (Assembleia Legislativa de MS), como a noticia de ontem no Pauta Diária de que “Governos de Azambuja e Riedel ‘roubaram a Justiça’ de MS em subtração de R$ 1,5 bilhões que deveriam estar sob Judice”.
E ainda, deve ser revelado um novo escândalo com contratos e empresas de publicidade, que podem ser de fachadas ou no mínimo legais, mas imorais. Há proprietários que passaram titularidades para familiar ou terceiro, para poder assumir cargos no governo Riedel, e as empresas recebem vultuosos recursos em contratos destinados pelo secretário da pasta e empresário com ‘laranja’ em seu lugar na empresa.





















