Os deputados estaduais Renato Câmara (MDB) e Pedro Pedrossian Neto (PSD) também fazem parte da comissão temporária
A Alems (Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul) criou a Comissão Temporária de Representação de Acompanhamento e Mediação do Processo de Tratativas entre a categoria dos Policiais Civis de Mato Grosso do Sul e o Governo do Estado. A comissão foi publicada no Diário Oficial da Casa, nessa terça-feira (3).

A proposta do grupo formado entre os deputados estaduais Renato Câmara (MDB), Pedrossian Neto (PSD) e Caravina (PSDB), chamado de ‘arregão’, na última quinta-feira (29), por não defender os policiais na ocasião, é tratar sobre o reajuste salarial e outras reivindicações da categoria, considerando ofício do Sinpol-MS (Sindicato dos Policiais Civis do Mato Grosso do Sul), que solicitou a interlocução da Assembleia Legislativa no processo de tratativas.
A comissão terá um prazo determinado de seis meses para a conclusão de suas atividades.
Deputado foi chamado de ‘arregão’
Caravina (PSDB), que compõe a comissão, foi chamado de ‘arregão’ por grupo de policiais civis e peritos que acompanhavam a sessão na última quinta-feira (29).
A manifestação, ocasião em que o ex-secretário de Governo não usou a tribuna para falar e passou a vez, foi em resposta ao deputado, que na sessão de terça-feira (27) disse que o Governo do Estado não teria recursos para dar o reajuste aos policiais civis e peritos de MS.
Manifestação e pedido de comissão
Com indicativo de paralisação do trabalho na próxima semana, os policiais civis e peritos realizaram manifestação na Alems (Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul) na manhã da quinta-feira (29).
O Sinpol-MS (Sindicato dos Policiais Civis do Mato Grosso do Sul) pede a criação de uma comissão especial no parlamento para que deputados realizam a intermediação da negociação salarial com o Governo do Estado. Objetivo da categoria é chegar ao 6º salário, e para isso precisa de um aumento de 30%.
Conforme o presidente do sindicato, Alexandre Barbosa, a alegação do Executivo é que não há fluxo em caixa para promover os reajustes do efetivo.
“Ele [Riedel] fala que falta de recursos, mas me causa estranheza isso. Em maio deste ano, ele deu um aumento, contemplou duas categorias do Estado com auxílio de saúde, que são os delegados e os fiscais de rendas, que são os melhores salários que existem hoje no Estado. Isso aí, para cada policial, delegado ou fiscal de renda, dá em média R$ 2 mil por mês a mais no salário deles. Eles já ganham bem. Nós, salário muito mais baixo do que isso. E o governador não tem condições de dar R$ 500 para nós, para cada policial trabalhar satisfeito”, disse.





















