O trânsito de Campo Grande tem ficado caótico, devido a quantia de veículos, que se agrava com a falta de planejamento e ações da Prefeitura na área. E ainda, as vias ficam mais afetadas pelos constantes e crescentes buracos no asfalto e a falta de sinalização adequada ou mesmo uma mínima a existir em qualquer ponto da cidade, principalmente, nos mais movimentado e perigosos. Também deve haver uma maior conscientização ou cuidado da população, já que faltam melhorias ou muito a ser realizado.
Com isto, o trânsito já sendo considerado caótico na Capital, tem produzido o pior, como em pouco mais de um mês, sete pessoas sendo mortas atropeladas pelas ruas ou avenidas do município. As últimas semanas foram violentas no trânsito para os pedestres. Segundo a Agetran (Agência Municipal de Transporte e Trânsito), em 33 dias, todas as sete pessoas –veja abaixo- morreram atropeladas.
As causas dos acidentes até podem ser amenizadas pela ‘natural fatalidade’. Mas, a estrutura viária também contribui para ocorrência direta ou indireta de cada acidente. A população vive alertando, pedindo ou implorando para o Poder Público Municipal, para que proceda com fim dos buracos e até crateras nas ruas, seja nos bairros, como nas regiões mais central e até abastadas da cidade.
Outros fatores, que prejudicam visões ou ações rápidas, são a falta de iluminação pública, que deixa as vias muito escura para se transitar, bem como até pela Segurança Pública. E a falta de sinalização, quebras molas, muito solicitado pela população, e até falta de sinalização; nunca existente ou que são degradadas pelo tempo e vandalismo.

Vítimas fatais em um mês
O caso mais recente foi do assessor parlamentar Luiz Torchetti Neto, de 35 anos. Na madrugada de domingo (3), ele morreu após ser atropelado na Avenida Presidente Ernesto Geisel. Um amigo que o acompanhava também foi atingido, mas sobreviveu.
Do total, seis pessoas morreram após serem atropeladas no mês passado, e, agosto já tem a sétima, que tem até o momento um único registro, que é o caso de Torchetti.
Um dos casos mais emblemáticos, foi o do militar reformado do Exército, Edil Rubens Chaves Ribeiro, de 77 anos, atropelado em 25 de julho na Avenida Duque de Caxias. Ele foi socorrido com vida, mas morreu um dia depois em um hospital.
A Avenida Afonso Pena lidera ranking de vias mais violentas para pedestres Considerando todas as vias públicas da Capital, a Afonso Pena tem o maior volume de registros com sinistros tendo pedestres como vítimas fatais. Duque de Caxias e Ernesto Geisel vêm logo na sequência.
A Rua Brilhante, a Avenida Mato Grosso e a Rua Nefe Pael, no bairro Nova Lima, fecham a lista. A Agetran não detalhou quantos registros há por via.

EXEMPLO DO MAL EXEMPLO
A falta de sinalização, até de simples placa de PARE, se torna improvisada, pendurada em uma árvore, para tentar amenizar o perigo da situação no local. O cruzamento é nas ruas Campos Sales e Pátria, conhecida e movimenta via, no bairro Caiçara, região Oeste de Campo Grande.
Moradores reproduziram imagem do ‘flagra’ de um papel, com a palavra “PARE”, escrita à mão, pendurada em uma árvore de médio porte, que fica em rua movimentada e importante da região, interligando diversos bairros: Taveirópolis, Vila Belo Horizonte, Caiçara e Vila Anhaí.
De acordo com moradores, essa foi a alternativa encontrada para frear acidentes no cruzamento, já que não há sinalização desde o ano passado.
Segundo um morador, que não quis ser identificado, três acidentes aconteceram recentemente na esquina. A não bastar isso, outra placa de PARE, no mesmo cruzamento, no sentido contrário da via, está tampada por um galho de árvore. Ou seja, é impossível enxergar, com clareza, a sinalização em ambas as mãos nesta esquina.
Escuridão x Imprudência ou vice-versa
Na madrugada de domingo, Luiz Torchetti Neto, de 35 anos, que era Assessor parlamentar, morreu atropelado na Ernesto Geisel, onde morreu com o forte impacto, ao tentar atravessar a Avenida Presidente Ernesto Geisel, no Centro de Campo Grande. Ele estava acompanhado de um amigo, o qual foi socorrido em estado grave e encaminhado à Santa Casa.
O jovem, apesar da imprudência em atravessar, mesmo estando na faixa de pedestres, estava também em rua escura, o que pode ter impedido a melhor visão do motorista do veículo que bateu no rapaz
Ciclovia
Já o militar reformado do Exército morreu após ser atropelado na Avenida Duque de Caxias, mas em plena ciclovia.
Edil Rubens Chaves Ribeiro, de 77 anos, morreu após ser atropelado na ciclovia da Avenida em 25 de julho, por um condutor da motocicleta, de 23 anos, trabalha em um estacionamento próximo ao Aeroporto Internacional de Campo Grande.
Ele, imprudentemente contornou uma rotatória e entrou na contramão para acessar o estabelecimento.






















