Disputa pelo Palácio do Buriti ganha forma com oito pré-candidatos e promete eleição acirrada no DF

Foto: Marcelo Ferreira/CB/DA Press

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Faltando menos de três meses para o primeiro turno das eleições de 2026, a corrida pelo comando do Governo do Distrito Federal entra em uma fase decisiva. Com oito pré-candidatos já colocados no cenário político, partidos intensificam articulações para definir alianças, chapas e estratégias antes do início oficial da campanha eleitoral. 

Embora os nomes ainda precisem ser confirmados nas convenções partidárias, previstas entre 20 de julho e 5 de agosto, o tabuleiro político do Distrito Federal já está praticamente desenhado. Após essa etapa, os partidos terão até 15 de agosto para registrar as candidaturas na Justiça Eleitoral. O primeiro turno será realizado em 4 de outubro. 

A disputa reúne políticos experientes, ex-governadores, parlamentares, representantes da oposição e novos nomes que buscam espaço em um cenário marcado pela polarização e pela expectativa de continuidade ou mudança na administração do DF. 

Celina Leão busca manter grupo no poder 

A atual governadora Celina Leão (PP) tentará permanecer no Palácio do Buriti após assumir definitivamente o cargo em março deste ano, com a renúncia de Ibaneis Rocha (MDB), que deixou o governo para disputar uma cadeira no Senado. 

Celina chega à eleição como representante da continuidade da atual gestão e conta com o apoio político de Ibaneis e de partidos aliados. Ao mesmo tempo, enfrentará o desafio de defender o legado do governo em meio a debates sobre saúde pública, mobilidade, segurança e equilíbrio das contas do Distrito Federal. 

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Oposição aposta em diferentes perfis 

O principal nome da oposição é Leandro Grass (PT). Ex-deputado distrital e ex-presidente do Iphan, Grass volta a disputar o governo após ter chegado ao segundo turno em 2022. Sua candidatura deve concentrar o eleitorado de centro-esquerda e buscar ampliar espaço entre os eleitores que defendem uma mudança na administração local. 

Outro nome de peso é o do senador Izalci Lucas (PL), que mantém sua pré-candidatura apesar das discussões internas no partido sobre a estratégia eleitoral no Distrito Federal. 

Já o ex-governador José Roberto Arruda (PSD) tenta retornar ao comando do GDF. No entanto, sua participação na eleição ainda depende de decisões da Justiça, uma vez que ele busca reverter sua situação de inelegibilidade. 

Terceira via tenta conquistar espaço 

Além dos nomes mais conhecidos, a disputa também reúne candidaturas que pretendem oferecer alternativas ao eleitorado. 

O jornalista Ricardo Cappelli (PSB), ex-interventor federal na Segurança Pública do Distrito Federal após os atos de 8 de janeiro de 2023, entra na corrida defendendo uma plataforma voltada para gestão pública e segurança. 

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A deputada distrital Paula Belmonte (PSDB) aposta em um discurso voltado para eficiência administrativa e fortalecimento das políticas sociais. 

Também aparecem na disputa o advogado Kiko Caputo (Novo), ex-presidente da OAB-DF, e a professora Samara Mineiro (UP), representante da Unidade Popular, que apresenta propostas ligadas aos movimentos sociais e à defesa dos trabalhadores das regiões periféricas. 

Convenções ainda podem mudar o cenário 

Apesar da movimentação intensa, o quadro ainda não é definitivo. As convenções partidárias poderão confirmar ou retirar candidaturas, além de definir coligações e possíveis alianças entre legendas. Até o registro oficial das candidaturas, novas composições políticas continuam sendo negociadas nos bastidores. 

Além da escolha do próximo governador, os eleitores do Distrito Federal também irão às urnas para eleger dois senadores, deputados federais e deputados distritais. A expectativa é de uma campanha marcada pelo debate sobre os rumos da capital do país e pelos desafios enfrentados pelo próximo governo nas áreas de saúde, transporte, educação, segurança pública e desenvolvimento econômico.

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