A PC-MS (Polícia Civil de MS), parece que não tem muita sorte na contratação de seus delegados de polícia e agentes. A corporação está passando novamente pelo constrangimento de ter que demitir três, então servidores públicos concursados, que abusaram do cargo ou simplesmente passaram para o lado do crime, que deveriam combater. Veja abaixo o histórico dos casos envolvendo o trio da ‘alta patente’ da PC-MS. Nos últimos três já ocorreram demissões de delegados e agentes envolvidos em outros crimes.
Os delegados Rodrigo Blonkowski e Patrick Linares, foram condenados judicialmente, por receber propina, ante o cargo que ocupavam. Assim, os delegados deviam serem demitidos da Polícia Civil de MS. Isto aconteceu nesta terça-feira (5), com publicação no DOE (no Diário Oficial DO Estado), da medida drástica e definitiva.
A dupla foi alvo de operações contra o crime, sendo acusados de organização criminosa e corrupção, se tornaram réus, forma condenados e agora tiveram suas demissões homologadas. Rodrigo Blonkowski foi condenado depois da Operação Codicia, em 2022.
As demissões foram assinadas pelo Secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública, Antônio Carlos Videira. “Aplicar a pena de demissão ao servidor RODRIGO BLONKOWSKI, Cargo Delegado de Polícia, função Delegado de Polícia, matricula 97349023, lotado na Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública/ SEJUSP/MS, do Quadro Permanente do Estado de Mato Grosso do Sul, nos termos do parágrafo único do artigo 171…” .
Caso Patrick
Já no caso do então delegado Patrick, foi por motivo de ter sido alvo de uma operação após transformar a delegacia em ‘balcão de negócios’, ao cobrar propinas para liberar veículos apreendidos. O delegado foi descoberto depois de interceptações telefônicas.
“Aplicar a pena de demissão ao servidor PATRICK LINARES DA COSTA, Cargo Delegado de Polícia, função Delegado de Polícia, matrícula 221023, lotado na Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública/SEJUSP/MS, do Quadro Permanente do Estado de Mato Grosso do Sul, nos termos do parágrafo único do artigo 171, caput do artigo 172 …. “
O Agente de Polícia
O terceiro demitido foi: Jonates Pontes Gusmão que também foi alvo de operação também foi demitido. “Aplicar a pena de demissão ao servidor JONATAS PONTES GUSMÃO, Cargo Agente de Polícia Judiciária, função Escrivão de Polícia Judiciária, lotado na Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública/SEJUSP/MS, do Quadro Permanente do Estado de Mato Grosso do Sul, nos termos do parágrafo único do artigo 171 …” .
Interceptação telefônica
Interceptação telefônica durante a investigação do Gaeco contra policiais acabou na descoberta de que o delegado estaria envolvido com os outros colegas na busca de obtenção pecuniária de forma ilícita.
Segundo o relatório do Gaeco, em uma das conversas entre dois policiais presos na operação, um deles fala que Patrick Linares havia dito que não queria mais saber de “se envolver em bronca”, já que havia sido aprovado em um novo concurso público.
Foram os depósitos em espécie na conta do delegado e da mulher que chamaram atenção durante as investigações. Além disso, a esposa do delegado, que também é funcionária pública e atua no TJMS, não teria declarado outra atividade remunerada perante a Receita Federal, conforme foi mencionado pelo Ministério Público.
Ainda segundo o relatório, foram identificados indícios de que o recebimento das quantias pelos investigados sinalizavam o recebimento de valores de forma irregular, já que — como agentes públicos — a única fonte de renda conhecida viria do Estado, não se justificando o depósito de tantos valores sem origem aparente.
O Gaeco ainda aponta que a conta bancária da esposa do delegado poderia estar sendo usada como ‘laranja’ no recebimento de propinas.
Delegado preso na 2ª fase da Operação Codicia
No dia 5 de julho de 2022, Rodrigo acabou preso na segunda fase da Operação Codicia. Policiais Militares do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) cumpriram mandado de busca e apreensão na casa do delegado, onde foram encontradas 114 munições de diferentes calibres, sem o devido registro.
Assim, ele acabou preso em flagrante. O delegado foi autuado por possuir ou manter sob sua guarda arma de fogo, acessório ou munição, de uso permitido, em desacordo com determinação























