Em um evento reservado e longe dos holofotes da população, o Partido Progressistas de Mato Grosso do Sul formalizou, nesta semana, a filiação do atual secretário de Governo e Gestão Estratégica, Rodrigo Ramos Pérez. Apadrinhado político do governador Eduardo Riedel, Pérez já é cotado nos bastidores como o nome do partido para disputar a Prefeitura de Campo Grande .
A cerimônia contou com a presença de figuras de peso da política sul-mato-grossense, incluindo o próprio governador Riedel — também recém-filiado à sigla — e a senadora Tereza Cristina, reforçando o movimento do Progressistas em assumir protagonismo no cenário estadual.
No entanto, apesar do clima de festa, a filiação de Rodrigo Pérez não foi recebida com unanimidade dentro da base aliada do governador. Conforme apurou a reportagem do Pauta Diária, há crescente desconforto entre aliados próximos de Riedel quanto à postura do jovem secretário, descrito como “centralizador” e “excessivamente confiante”. Segundo uma fonte que pediu anonimato, “o poder subiu à cabeça” do pupilo político.
Verbas milionárias e falta de transparência
Rodrigo Pérez divide o comando da poderosa Secretaria de Governo e Gestão Estratégica com Frederico Souza, mais conhecido como “Tiko”. Juntos, gerenciam uma das pastas com maior volume de recursos públicos, especialmente no que diz respeito à destinação de verbas milionárias para agências de publicidade institucional.
A gestão tem sido alvo de críticas pela falta de transparência e suspeitas de favorecimento. Documentos e denúncias preliminares recebidas pela redação apontam para um possível conflito de interesses envolvendo servidores da própria secretaria e o filho de um parlamentar estadual, que teriam ligações diretas com empresas contratadas pelo governo para prestar serviços publicitários.
A equipe do Pauta Diária procurou esclarecimentos da secretaria sobre os contratos e eventuais ligações pessoais com as empresas beneficiadas, mas até o fechamento desta matéria, não obteve resposta oficial. A ausência de transparência, somada à blindagem interna diante de questionamentos, levanta dúvidas sobre o uso dos recursos públicos e a lisura dos processos licitatórios.






















